As causas da infecção do trato urinário
Redação
Uma infecção do trato urinário pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, incluindo os rins, os ureteres, a bexiga e a na uretra. A urina é produzida, armazenada e eliminada pelo sistema urinário.

A infecção do trato urinário (ITU) pode manifestar-se com disúria, dor no baixo ventre durante a micção, aumento da frequência urinária e, eventualmente, febre. Esses sintomas devem ser diferenciados de outras condições do trato urinário inferior, incluindo litíase, obstrução, neoplasia vesical e disfunções vesicais.
A investigação pode incluir o exame de urina, com análise dos caracteres físicos, elementos e sedimentos; do sedimento urinário; urocultura e antibiograma, especialmente quando é necessário identificar o agente e avaliar a susceptibilidade antimicrobiana. Pode-se fazer a avaliação da creatinina sérica quando houver necessidade de analisar a função renal.
A presença de infecção bacteriana pode produzir sintomas semelhantes aos da bexiga hiperativa; nesses casos, o tratamento deve buscar a resolução do quadro infeccioso. Na gestação, a ITU é considerada uma complicação relevante, com possíveis repercussões maternas e perinatais.
Em ambiente hospitalar, a prevenção e o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde devem ser conduzidos conforme o programa institucional de controle de infecções. Deve-se realizar uma vigilância ativa das infecções relacionadas a dispositivos invasivos, monitorar microrganismos multirresistentes e divulgar o perfil de sensibilidade antimicrobiana à equipe. O uso racional de antimicrobianos deve ser estabelecido de forma interdisciplinar.
O MS-PCDT: Incontinência Urinária não Neurogênica explica que o termo incontinência urinária (IU) refere-se à queixa de qualquer perda de urina, que pode ser involuntária, provocada pelo indivíduo ou descrita por um cuidador. Essa perda involuntária pode estar associada com a urgência e também com esforço ou esforço físico, incluindo atividades esportivas, ou em espirros ou tosse.
A IU é uma condição que afeta a qualidade de vida, comprometendo o bem-estar físico, emocional, psicológico e social das pessoas. A IU pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos.
Um estudo na população dos EUA estimou que 12 milhões de pessoas sofrem de IU. Estima-se que 200 milhões de pessoas vivam com incontinência ao redor do mundo e que entre 15% e 30% das pessoas acima de 60 anos que vivem em ambiente domiciliar apresentam algum grau de incontinência.
Entretanto, o número exato de pessoas acometidas pode ser muito maior do que as estimativas atuais, visto que muitas delas não procuram ajuda por vergonha, acreditando que o problema seria uma consequência normal do envelhecimento ou, ainda, que não existe tratamento. Estudo brasileiro conduzido em população idosa relatou uma prevalência de IU de 11,8% entre os homens e de 26,2% entre as mulheres. As mulheres têm maior predisposição de apresentar essa condição. Elas apresentam uma menor capacidade de oclusão uretral e isso se deve ao fato de a uretra funcional feminina ser mais curta e a continência depender não somente do funcionamento esfincteriano adequado, mas também de elementos de sustentação uretral (músculos e ligamentos) e transmissão da pressão abdominal para o colo vesical.
Inúmeras situações podem levar a IU. A identificação da sua causa é essencial para o tratamento adequado. De maneira geral, a presença de IU pode ser dividida de acordo com a etiologia em neurogênica (p.ex., por lesão medular traumática, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral) e não neurogênica (p. ex. hiperatividade detrusora)