O futuro da manufatura ficará entre a hiperautomação e a responsabilidade
Redação
A evolução tecnológica pavimenta o caminho para a consolidação definitiva do e-commerce B2B (business to business) e B2C (business to consumer) na manufatura. O modelo de vendas tradicional, com representantes comerciais e catálogos físicos, cada vez mais dá lugar a plataformas digitais que oferecem uma experiência de compra personalizada e sem fricção para os compradores. Para a indústria, isso significa não apenas um novo canal de vendas, mas uma fonte riquíssima de dados sobre o comportamento do cliente lá na ponta, permitindo uma previsão de demanda mais precisa e uma produção mais alinhada às necessidades do mercado.

Angela Gheller –
O ano de 2026 desponta no horizonte como um marco para a manufatura brasileira. O que antes víamos como tendências da indústria, agora se consolidam como pilares estratégicos para a competitividade e a resiliência do setor.
A transformação digital, antes vista como meta, hoje é a base indispensável da nova indústria, agora impulsionada por inteligência artificial, novos modelos de negócio e uma consciência socioambiental cada vez mais presente. Na minha visão, o primeiro ponto a ser observado é a maturidade da digitalização.
Dados recentes, como os apresentados pelo Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) de Manufatura, mostram que, embora muitas empresas tenham iniciado sua jornada, ainda existe um abismo entre a automação básica e uma operação verdadeiramente inteligente e conectada. Em 2026, a pressão competitiva não permitirá mais que as indústrias permaneçam nos estágios iniciais.
A meta será alcançar uma maturidade que integre o chão de fábrica (MES) ao sistema de gestão (ERP) de forma fluida, gerando dados que não apenas informem, mas que alimentem sistemas de decisão autônomos. A l...