A caracterização do transtorno de ansiedade generalizada
Redação
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado por preocupação excessiva e incontroláveis no dia a dia. Este tipo de transtorno pode causar sintomas psicológicos e físicos, como inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono, por exemplo.

Segundo o DSM-5, os transtornos de ansiedade incluem características de medo e ansiedade excessivos e perturbações comportamentais relacionados. Medo é a resposta emocional a ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de ameaça futura.
Os transtornos de ansiedade se diferenciam do medo ou da ansiedade adaptativos por serem excessivos ou persistirem além de períodos apropriados ao nível de desenvolvimento. Muitos dos transtornos de ansiedade se desenvolvem na infância e tendem a persistir se não forem tratados.
A maioria ocorre com mais frequência em indivíduos do sexo feminino do que no masculino (2: 1). As crianças com o transtorno podem ser excessivamente conformistas, perfeccionistas e inseguras, apresentando, os transtornos de ansiedade incluem medo e ansiedade excessivos e perturbações comportamentais relacionadas; diferenciam-se da ansiedade adaptativa por serem excessivos ou persistirem além de períodos apropriados ao nível de desenvolvimento. Em crianças e adolescentes, muitas vezes coexistem outros transtornos de ansiedade (p.ex. ansiedade de separação, fobia social, TOC) que podem mimetizar preocupações do TAG.
O diagnóstico costuma considerar persistência e prejuízo funcional, com impacto social, educacional e ocupacional quando não tratados. A sintomatologia descrita inclui um quadro de ansiedade persistente generalizada manifestado por sintomas de três das quatro categorias. Tensão motora: instabilidade, agitação, nervosismo, tremores, tensão muscular, fatigabilidade, incapacidade para relaxar, mialgias, sobressalto, etc.
Hiperatividade autonômica: sudorese, palpitações, taquicardia, boca seca, tontura, parestesias, distúrbios estomacais, micção frequente, diarreia, náusea, rubor, palidez. Expectativa apreensiva: ansiedade, preocupação, medo e pressentimento de infortúnio para si ou para outros.
Em crianças e adolescentes, transtornos de ansiedade são comuns; muitos surgem na infância e tendem a persistir se não tratados. A maioria ocorre com maior frequência no sexo feminino (relação aproximada 2:1). Em amostras jovens, estima-se prevalências variadas por diagnóstico.
Deve ser feita avaliação minuciosa para distinguir TAG de transtorno de ansiedade de separação, transtorno de ansiedade social e TOC, entre outros, pois preocupações podem ser melhor explicadas por essas condições. A pessoa fica ansiosa e preocupada com diversos problemas, atividades e situações, e não apenas com um tipo.
Para que esse transtorno seja diagnosticado, vários outros sintomas (por exemplo, a tendência de se cansar facilmente, dificuldade de concentração e tensão muscular) precisam acompanhar a ansiedade. O tratamento envolve uma combinação de medicamentos (normalmente ansiolíticos e, ocasionalmente, antidepressivos) e psicoterapia.
O transtorno de ansiedade generalizada é um tipo comum de transtorno de ansiedade. Aproximadamente 3% dos adultos têm esse transtorno anualmente. As mulheres têm o dobro de probabilidade de sofrer deste transtorno. O distúrbio costuma começar na idade adulta, mas pode começar em qualquer idade.
Esse transtorno costuma ser tratado por meio de uma combinação entre alguma forma de psicoterapia e farmacoterapia. A psicoterapia pode abordar as causas que desencadeiam a ansiedade e fornecer meios de superação.
Alguns antidepressivos, particularmente os inibidores de recaptação de serotonina seletivos (por exemplo, o escitalopram) e os inibidores de recaptação de serotonina-noradrenalina (por exemplo, a venlafaxina), são eficazes no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. Geralmente, demora algumas semanas antes de esses antidepressivos começarem a melhorar a ansiedade e, por isso, a pessoa recebe, de início, um benzodiazepínico juntamente com o antidepressivo. Os benzodiazepínicos são medicamentos ansiolíticos que melhoram a ansiedade rapidamente, em geral de forma imediata.
No entanto, uma vez que o uso prolongado de benzodiazepínicos pode levar à dependência e ao vício em medicamentos), esses medicamentos geralmente são administrados apenas por um período relativamente curto. Assim que o antidepressivo e a psicoterapia começarem a fazer efeito, é possível que a dose do benzodiazepínico comece a ser gradativamente reduzida e, depois, suspensa. Os benzodiazepínicos não devem ser interrompidos abruptamente.