Publicado em 27 Oct 2020

A Qualidade e a sustentabilidade das comunidades

Redação

Uma comunidade sustentável pode persistir por gerações, desfrutando de um ambiente saudável, economia próspera e vida cívica vibrante. Não prejudica seus sistemas de apoio social ou físico. Em vez disso, ele se desenvolve em harmonia com os padrões ecológicos em que se desenvolve. Uma comunidade sustentável é aquela que reconhece que as questões econômicas, ambientais e sociais estão inter-relacionadas e que essas questões devem ser tratadas de forma holística. Reconhece a interface sensível entre os ambientes naturais e construídos, entende e começa a se afastar de práticas poluentes e desperdiçadoras e considera todos os impactos/custos ambientais, econômicos e sociais do desenvolvimento e das operações comunitárias. Além disso, as pessoas buscam compreender seus bens e recursos naturais, culturais, históricos e humanos e atua para protegê-los e valorizá-los, promove a colaboração de várias partes interessadas e a participação do cidadão e a conservação de recursos e a prevenção da poluição. Todos se concentram na melhoria da saúde e qualidade de vida da comunidade e atua para criar produtos e serviços de valor agregado na economia local. O desenvolvimento sustentável é o processo no qual uma comunidade desenvolve atitudes e ações contínuas que fortalecem seu ambiente natural, sua economia e seu bem-estar social. Pode-se, também, definir o desenvolvimento sustentável como o desenvolvimento que mantém ou aumenta as oportunidades econômicas e o bem-estar da comunidade enquanto protege e restaura o ambiente natural do qual as pessoas e as economias dependem. O desenvolvimento sustentável atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades. Existem metodologias para um conjunto de indicadores, a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

Da Redação – 

As discussões em torno das comunidades e do desenvolvimento comunitário nos últimos anos viram um aumento nas conversas sobre a sustentabilidade. É um esforço para levar em consideração as necessidades futuras e a autossuficiência da comunidade enquanto a sociedade e a economia mudam com o tempo. É também uma forma aberta e consciente de lidar com o impacto ambiental que as comunidades têm ao longo de suas vidas. A inclusão desse conceito no desenvolvimento comunitário tem sido uma ótima maneira de as comunidades aprenderem, implementarem e praticarem a sustentabilidade em suas operações diárias.

Pode-se examinar a sustentabilidade e o que ela pode significa para as comunidades quando instigada por meio do processo de desenvolvimento comunitário. Pode-se incluir uma explicação sobre o que a sustentabilidade envolve e o que é necessário para seu sucesso em um ambiente comunitário. As razões pelas quais uma comunidade deve considerar se tornar sustentável, os fatores envolvidos e quando seria o melhor momento para começar a discutir as práticas sustentáveis.

A sustentabilidade é uma prática onde as necessidades e as ações humanas são atendidas de uma forma ambientalmente amigável e estável. São comportamentos e ações que levam em consideração os efeitos que as ações individuais têm no mundo e na sociedade como um todo e nas gerações futuras. Muitas pessoas já se tornaram mais conscientes de suas ações e de como elas podem ser mais sustentáveis para o seu benefício e para o benefício daqueles ao seu redor.

Dados conhecidos sobre o impacto de muitas práticas humanas em relação ao consumo e à industrialização - que não desaceleraram nos últimos um ou dois séculos - geraram preocupação sobre o que acontecerá se as coisas não mudarem logo. Muitas comunidades em todo o mundo optaram por praticar o desenvolvimento sustentável, que é uma ramificação do processo de desenvolvimento comunitário padrão que leva em consideração as questões de sustentabilidade econômica, social e ambiental na comunidade.

O processo basicamente atende às necessidades atuais e futuras da comunidade de um desenvolvimento sustentável de longo prazo que não comprometa as gerações posteriores. Alguns podem ver isso como um racionamento de recursos, mas está mais perto de tomar medidas preventivas para não comprometer a disponibilidade e a qualidade dos recursos de uma comunidade.

As comunidades que se tornam verdes praticando a sustentabilidade e/ou o desenvolvimento sustentável tendem a ver melhorias perceptíveis nas vidas de seus membros e em sua capacidade de serem independentes. Há um certo fascínio para que as comunidades e os indivíduos pratiquem ações e comportamentos mais ambientalmente saudáveis. As vantagens parecem superar as desvantagens; o tempo e os custos iniciais são as maiores desvantagens das práticas sustentáveis, pois não será algo que traga um benefício imediato.

A transição inicial também pode ser um pouco chocante, o que pode causar arrependimento ou reconsiderar fazer tal mudança até que eles se ajustem adequadamente. Como com qualquer coisa, a sustentabilidade pode ser maltratada e ter o efeito oposto do que foi originalmente planejado - as comunidades devem pesquisar exaustivamente e se educar sobre quais práticas sustentáveis funcionarão melhor em sua situação.

A execução adequada da sustentabilidade pode gerar muitos benefícios. Com o tempo, os custos operacionais padrão de uma comunidade diminuirão lentamente. Muitas das ações que a sustentabilidade solicita estendem a vida útil dos recursos e reduzem a dependência de fontes externas, portanto, há menos tempo e dinheiro sendo gasto no reabastecimento de suprimentos.

Isso pode fazer com que uma comunidade seja mais estável financeiramente e independente, o que pode ajudar a impulsionar as economias locais e o desperdício de gastos. Os membros da comunidade geralmente estarão sob menos pressão financeira por meio da sustentabilidade, pois há menos necessidade de coisas como impostos sobre a propriedade para compensar os gastos da comunidade. Com as flutuações na economia nacional e global, isso pode ajudar a garantir a sobrevivência financeira da comunidade em tempos de crise econômica, crescimento rápido e redução da pobreza.

O valor econômico e a relação custo-benefício normalmente significam que há menos pressão sobre cada família individual na comunidade. Coisas como moradia, transporte e energia tendem a se tornar mais acessíveis por meio da sustentabilidade, o que significa que há menos necessidade de longas horas de trabalho ou horas extras apenas para pagar as contas. As pessoas podem passar menos tempo se estressando com seus empregos ou contracheque e podem viver e aproveitar suas vidas. A felicidade dos moradores vai impactar outras partes da comunidade, pois os laços entre a família e os amigos se fortalecem. Uma melhor compensação entre trabalho e vida pessoal também significa que as pessoas terão mais tempo livre, o que ajuda a envolver a comunidade e as taxas de participação.

A sustentabilidade torna os serviços públicos e recursos da comunidade facilmente acessíveis aos membros. A colocação de equipamentos públicos, como parques e bibliotecas, tende a ser feita de forma que a distância não seja um obstáculo e onde serão mais utilizados. Os sistemas de transporte público, mesmo algo tão simples como um programa de passeio compartilhado, tendem a ser disponibilizados e podem auxiliar na contenção das dificuldades de acesso dos residentes. A qualidade dessas coisas também tende a ser práticas sustentáveis. Os custos reduzidos para os residentes pela utilização desses serviços podem ocorrer quando seu uso aumenta e podem compensar quaisquer custos associados à sua operação.

A principal razão pela qual a sustentabilidade é implementada em primeiro lugar: é ecologicamente correta. Todo o propósito da prática sustentável é reduzir o desperdício, o consumo de recursos e limitar os efeitos prejudiciais que as pessoas têm sobre o meio ambiente. O impacto negativo sobre os recursos ambientais, como água e plantas, é menor, o que ajuda a garantir sua usabilidade contínua na comunidade e evita o desenvolvimento de crises devido à falta desses recursos (por exemplo, seca, contaminação, etc.). As pessoas estão usando recursos menos prejudiciais como carvão e gasolina, o que reduz as emissões nocivas que podem causar danos contínuos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Esse é o apelo de uma vida verde e sustentável.

As fontes e a gestão de energia ambientalmente corretas tendem a levar a uma melhor eficiência energética nas comunidades. A taxa de consumo de energia per capita diminui para os serviços públicos, que podem usar práticas conservadoras para reduzir o uso de energia - desligando as luzes quando não estão em uso, produtos com eficiência energética e meios de energia alternativos (por exemplo, água ou energia solar). Os residentes da comunidade podem praticar a eficiência energética em suas próprias casas e os líderes comunitários podem até querer oferecer recursos educacionais para ajudar as pessoas a começar. A redução na quantidade de resíduos enviados para aterros também significa que há menos energia sendo usada para processar e transportar o lixo, o que pode aumentar a eficiência energética. Isso também pode contribuir para a redução de custos, já que as contas de energia permanecem baixas quando o uso é mantido baixo.

Ocorrem vários outros efeitos da sustentabilidade da comunidade que podem ajudar a aumentar o turismo em uma comunidade. Mudanças estéticas chamam a atenção de potenciais visitantes pela reputação que a área possui. A estabilidade econômica significa que frequentemente há variedade suficiente para atrair hospedagem, entretenimento e outras facetas baseadas no turismo em uma comunidade. A diversidade da economia também será capaz de sustentar negócios associados à indústria do turismo comunitário. Os serviços públicos também podem atrair turistas, como parques estaduais e locais e eventos culturais comunitários. Em alguns casos, uma comunidade que tem práticas de sustentabilidade bem-sucedidas tem um apelo turístico educacional e outras comunidades que desejam se tornar sustentáveis frequentemente verificam seus pares como um exemplo e uma maneira de aprender por si mesmas.

NBR ISO 37100 de 08/2017 - Cidades e comunidades sustentáveis - Vocabulário define os termos relativos ao desenvolvimento sustentável em comunidades, infraestrutura inteligente de comunidades e temas correlatos. A NBR ISO 37101 de 08/2017 - Desenvolvimento sustentável de comunidades — Sistema de gestão para desenvolvimento sustentável — Requisitos com orientações para uso estabelece requisitos para um sistema de gestão para desenvolvimento sustentável em comunidades, incluindo cidades, utilizando uma abordagem holística, visando assegurar a coerência com a política para desenvolvimento sustentável de comunidades. As cidades se tornaram agentes essenciais para desenvolvimento sustentável nos âmbitos local, nacional e internacional ao longo do século passado, em função da pressão da urbanização sem precedentes.

Os resultados esperados de um sistema de gestão para desenvolvimento sustentável de comunidades incluem a gestão de sustentabilidade e promoção de inteligência e resiliência em comunidades, levando em conta os limites territoriais a que estas se aplicam; a melhoria da contribuição de comunidades para resultados em desenvolvimento sustentável; a avaliação do desempenho de comunidades no progresso rumo a resultados em desenvolvimento sustentável e do nível de inteligência e de resiliência que elas alcançaram; o cumprimento de obrigações de conformidade.

A inteligência e a resiliência estão incorporadas ao processo de desenvolvimento sustentável; pois ele é o processo abrangente, enquanto inteligência e resiliência são características. Essa norma pretende auxiliar as comunidades a se tornarem mais resilientes, inteligentes e sustentáveis, por meio da implementação de estratégias, programas, projetos, planos e serviços, e demonstrar e comunicar seus resultados. Pretende ser implementada por uma organização designada por uma comunidade a estabelecer um framework organizacional e a fornecer os recursos necessários para apoiar a gestão de resultados de desempenho ambiental, econômico e social.

Considera-se que uma comunidade que opta por estabelecer um framework organizacional por conta própria constitui uma organização, como definido nesta norma que é aplicável às comunidades de todos os tamanhos, estruturas e tipos, em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, nos níveis local, regional ou nacional, e em áreas definidas como urbanas ou rurais, em seu respectivo nível de responsabilidade. Pode ser utilizada no todo ou em parte para melhorar a gestão de desenvolvimento sustentável em comunidades. Entretanto, declarações de conformidade com esta norma não são aceitáveis, a menos que todos seus requisitos sejam incorporados a um sistema de gestão da organização para desenvolvimento sustentável em comunidades e cumpridos sem exceção.

Isto implica em uma abordagem holística, incluindo boa governança e organização, processos e comportamento adequados, e uso apropriado e inovador de técnicas, tecnologias e recursos naturais. Ela adota uma abordagem holística para estabelecer requisitos para um sistema de gestão para desenvolvimento sustentável em comunidades, incluindo cidades, e fornece orientações que visam a melhoria da contribuição de comunidades para o desenvolvimento sustentável; a promoção de inteligência e resiliência em comunidades, levando em conta os limites territoriais em que estas se aplicam; a avaliação do desempenho de comunidades no progresso rumo ao desenvolvimento sustentável. Estabelece um framework coerente para permitir que a comunidade desenvolva seus objetivos e visão.

Essa norma estabelece requisitos e orientação para auxiliar comunidades a obter um framework para permitir que elas se tornem mais sustentáveis. Não estabelece valores de referência ou níveis esperados de desempenho. Enquanto o desafio do desenvolvimento sustentável é global, as estratégias para alcançá-lo no espaço da comunidade são locais, em grande parte, portanto podem ser diferentes em contexto de país para país, e de região para região. Estratégias da comunidade precisam refletir o contexto, condições prévias, prioridades e necessidades, particularmente no ambiente social, por exemplo, igualdade social, identidade cultural e tradições, patrimônio, saúde pública, segurança e conforto, e infraestrutura social. Para se tornarem mais sustentáveis, comunidades também enfrentam o desafio de respeitar seus limites planetários e levar em conta as limitações que estes limites impõem. O conceito de limites planetários descreve um framework no qual a humanidade necessita viver, de forma a continuar a se desenvolver e prosperar para as próximas gerações.

Mudanças climáticas, consumo de água, mudanças no uso do solo e perda da biodiversidade são exemplos de limites planetários. Ultrapassar estes limites pode gerar mudanças ambientais bruscas e irreversíveis, ao passo que respeitá-los reduz riscos significativamente. Limites planetários podem ser desagregados, de forma a selecionar medidas que podem ser atribuídas ao nível da comunidade, levando em conta uma situação específica. A gestão de desenvolvimento sustentável em comunidades abrange uma grande variedade de temas, por exemplo, os relativos ao ambiente econômico, social e natural das comunidades e suas interações.

Estes temas podem ter implicações estratégicas, operacionais e competitivas. A capacidade de promover harmonia multidisciplinar e propósito comum é fundamental para alcançar os objetivos da comunidade efetiva e eficientemente. Deve-se fortalecer as comunidades e construir iniciativas locais. Especificar temas ambientais, sociais e econômicos, incluindo a melhoria de serviços da comunidade e benefícios socioeconômicos, assim como o apoio a propósitos claros de desenvolvimento sustentável em comunidades, incentivando sistemas sólidos de planejamento para alcançá-los.

Esta norma aborda comunidades como ponto de partida na direção da sustentabilidade da sociedade como um todo. Embora cada comunidade tenha seus próprios valores e interesses, todas as comunidades podem obter benefícios mútuos a partir do acordo de apropriação de valores e objetivos compartilhados, sem eximir atores individuais de suas respectivas responsabilidades. Isto pode ser alcançado somente se a comunidade adotar uma visão de longo prazo para o planejamento, respeitando a capacidade global do planeta Terra e as necessidades das gerações atuais e futuras, incluindo a capacidade e os recursos para promover resiliência.

Esta norma estimula o estabelecimento de um processo com diversos atores em comunidades, por meio de uma abordagem holística que facilita a cooperação de todas as partes interessadas e evita uma abordagem compartimentada. Pretende fornecer orientação para organizações que implementam outros sistemas de gestão compatíveis com esta norma, como a NBR ISO 14001, ISO 45001, NBR ISO 50001, NBR ISO 20121, ISO 14046 e NBR ISO 26000, sejam envolvidas direta ou indiretamente com desenvolvimento sustentável em comunidades, em diferentes estágios de seus ciclos de vida.

O envolvimento de partes interessadas por meio de um processo de diversos atores pode tomar diferentes formas, como as parcerias participativas; a participação popular; e a colaboração comunitária. Todas estas formas visam envolver as partes interessadas em um diálogo colaborativo para soluções mais sustentáveis. A sua implementação bem-sucedida pode auxiliar comunidades a elaborar estratégias holísticas e integradas para o desenvolvimento sustentável, que deixam de lado a abordagem tradicional de negócios. Esta norma pode também auxiliar comunidades a mostrar às partes interessadas que está em vigor um sistema de gestão apropriado, estimulando-as a se tornarem proativas.

A implementação bem-sucedida desta norma pode auxiliar a criar um consenso em desenvolvimento sustentável dentro das comunidades; aumentar a sustentabilidade, inteligência e resiliência de estratégias, programas, projetos, planos e serviços realizados sob a responsabilidade direta de comunidades, ou nos territórios relativos a elas; desenvolver abordagens interssetoriais, multidisciplinares, de valor de ciclo de vida e custo total; promover sinergias entre diversos atores por meio de uma abordagem holística; aumentar a eficiência e atratividade de comunidades.

A sua implementação pretende estabelecer um framework coerente para permitir que as comunidades desenvolvam seus objetivos e visão. Utilizando indicadores e métricas relevantes, o resultado de estratégias, programas, projetos, planos e serviços pode ser mensurado em comunidades. Métricas e indicadores são conectados, mas geralmente desenvolvidos para diferentes motivos. Métricas possuem um foco mais técnico, por exemplo: um parâmetro de desempenho de um produto, de um processo ou de um elemento da infraestrutura. A figura abaixo ilustra como esta norma segue uma abordagem PDCA para a gestão de desenvolvimento sustentável em comunidades.

A organização deve estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão para o desenvolvimento sustentável nas comunidades, incluindo os processos necessários e suas interações, de acordo com os requisitos desta norma. A organização deve assegurar recursos suficientes para implementar o sistema de gestão ao nível apropriado de autoridade. Os requisitos desta norma são apresentados de forma sequencial. No entanto, as organizações podem implementar novas ações nesta norma simultaneamente ou consecutivamente para atender às suas necessidades específicas.

Tendo em vista os objetivos e as questões pertinentes, o sistema de gestão deve incentivar a aplicação de implementações harmonizadas, globais e integradas ao desenvolvimento sustentável. A organização deve identificar, revisar e documentar todos os propósitos e temas que contribuem para implementação desta norma. A organização deve considerar os propósitos de sustentabilidade apresentados na tabela abaixo.

A organização deve se concentrar nas questões de sustentabilidade descritas e, no entanto, poderá considerar questões relevantes adicionais e adequadas, tendo em conta que as questões podem mudar ou evoluir ao longo do tempo. No momento da análise de todas as estratégias, programas, projetos, planos e serviços para inclusão do plano estratégico, a organização deve avaliar sua contribuição para alcançar os seis propósitos de sustentabilidade e como estes levam em conta os temas de sustentabilidade. Para fazer isto, a organização deve realizar uma análise cruzada iterativa de propósitos e temas.

NBR ISO 37120 de 01/2017 - Desenvolvimento sustentável de comunidades — Indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores, a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida. Ela segue princípios estabelecidos e pode ser utilizada em conjunto com a ISO 37101, Sustainable development in communities – Management system for sustainable development – Requirements with guidance for use, quando publicada, e outras estruturas estratégicas. É aplicável a qualquer cidade, municipalidade ou governo local que intencione medir seu desempenho de uma forma comparável e verificável, independentemente do tamanho e da localização. As cidades necessitam de indicadores para mensurar seu desempenho.

Deve-se ressaltar que os indicadores existentes geralmente não são padronizados, consistentes ou comparáveis no tempo ou entre cidades. Como parte de uma nova série de normas que estão sendo elaboradas para uma abordagem holística e integrada para desenvolvimento sustentável e resiliência, este conjunto de indicadores padronizados proporciona um enfoque uniforme do que é mensurado, como a medição é realizada.

Esta norma apresenta uma lista de indicadores, não fornece um juízo de valor bem como, não estipula metas numéricas de referência para os indicadores. Estar em conformidade com esta norma não confere um status a este propósito. Uma cidade adaptada a esta norma, a respeito de mensuração de indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, pode somente reivindicar conformidade neste sentido. Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade.

A fim de atingir o desenvolvimento sustentável, todo o sistema urbano necessita ser levado em consideração. Planejar para as necessidades futuras deve levar em conta o atual consumo e eficiência de recursos, para o melhor planejamento do amanhã.

Os indicadores e métodos de ensaio associados nesta norma foram elaborados a fim de auxiliar as cidades a medir a gestão de desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida ao longo do tempo; aprender umas com as outras, pela possibilidade de comparação através de uma vasta gama de medidas de desempenho; e a compartilhar as melhores práticas. É reconhecido que cidades não tenham direta influência ou controle sobre fatores atuantes de alguns destes indicadores, mas a divulgação deles é importante para a comparação significativa e proporciona um indicativo geral da prestação de serviços e da qualidade de vida em uma cidade.

Os indicadores são estruturados em torno de temas. Reconhecendo as diferenças das cidades ao redor do mundo, em recursos e capacidades, o conjunto global de indicadores para desempenho de cidades foi dividido em indicadores essenciais (aqueles que devem ser seguidos na implementação desta norma) e indicadores de apoio (aqueles que convém que sejam seguidos na implementação desta norma). Ambos os indicadores, essenciais e de apoio, estão relacionados no Anexo A, Tabela A.1 (ver na norma). Adicionalmente, indicadores de perfil, que fornecem estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar a identificação de quais cidades são interessantes para comparações, estão incluídos no Anexo B, Tabela B.1 (ver na norma), como referência.

NBR ISO 37122 de 07/2020 - Cidades e comunidades sustentáveis — Indicadores para cidades inteligentes especifica e estabelece definições e metodologias para um conjunto de indicadores de cidades inteligentes. Como acelerar as melhorias nos serviços urbanos e qualidade de vida é fundamental para a definição de uma cidade inteligente, por isso esse documento, juntamente com a NBR ISO 37120, se destina a fornecer um conjunto completo de indicadores para medir o progresso em direção a uma cidade inteligente. Isso é representado na figura abaixo.

Destina-se a auxiliar as cidades a orientar e avaliar o desempenho da gestão de seus serviços urbanos, bem como a qualidade de vida. Ele considera a sustentabilidade como o seu princípio geral, e a cidade inteligente como um conceito orientador no desenvolvimento das cidades. Os indicadores devem ser reportados anualmente. Dependendo de seus objetivos em termos de inteligência, as cidades escolherão o conjunto apropriado de indicadores deste documento a ser relatado. Para fins de interpretação de dados, as cidades devem levar em consideração a análise contextual ao interpretar os resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar indicadores.

Em alguns casos, os serviços podem ser prestados pelo setor privado ou pela própria comunidade. No Brasil, os serviços públicos são oferecidos aos cidadãos de acordo com uma matriz constitucional de competências, sendo que, além dos municípios – que detêm, conforme a legislação vigente, a incumbência de organizar e prestar os serviços públicos de interesse local (iluminação pública), abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem de águas pluviais, entre outros) –, os estados e a União também detêm responsabilidades por diversos serviços públicos relacionados aos indicadores deste documento (por exemplo, geração e distribuição de energia elétrica, de competência da União). Dessa forma, em que pese a atuação municipal (local) ser preponderante, a evolução dos indicadores de inteligência urbana tratados neste documento (e a consequente materialização plena do conceito de cidade inteligente no Brasil) depende de atuação concomitante e coordenada do poder público nas três esferas federativas.

A lista de indicadores baseia-se nos seguintes critérios: integralidade: convém que os indicadores mensurem e equilibrem todos os aspectos relevantes para a avaliação de uma cidade inteligente; tecnologia neutra: não favorecer uma tecnologia sobre outra, existente ou futura; simplicidade: os indicadores podem ser expressos e apresentados de forma compreensível e clara; validade: os indicadores são um reflexo preciso dos fatos e dados que podem ser coletados usando técnicas científicas; verificabilidade: os indicadores são verificáveis e reprodutíveis, e as metodologias são suficientemente rigorosas para dar certeza ao nível de implementação dos critérios; disponibilidade: dados de qualidade estão disponíveis, ou é viável iniciar um processo de monitoramento seguro e confiável a ser disponibilizado no futuro.

NBR ISO 37154 de 03/2019 - Infraestruturas inteligentes da comunidade — Diretrizes de melhores práticas para o transporte fornece uma orientação geral sobre o processo de planejamento, projeto, desenvolvimento, organização, monitoramento, manutenção e melhoria de sistemas e infraestruturas de transporte inteligente, que pode ajudar a promover soluções para questões intra e intercidades, ou seja, para questões dentro e fora da cidade que afetam a qualidade de vida, o meio ambiente ou qualquer outra área de desempenho da cidade. Este documento aplica-se às infraestruturas de transporte utilizadas para a circulação de pessoas, mercadorias ou outros bens, incluindo itens transportados para entrega.

Este documento destina-se ao uso por planejadores urbanos e outros tomadores de decisão das comunidades, funcionários públicos, provedores de seguros, organizações de investimento e financiamento, operadoras de transporte, prestadores de serviços e fabricantes de equipamentos de transporte. Em especial, este documento destina-se a ser usado por aqueles envolvidos na tomada de decisões sobre modos de transporte para cumprir os objetivos relacionados à acessibilidade econômica, conveniência, baixo impacto ambiental e confiabilidade, ao mesmo tempo em que satisfaz às necessidades de um grupo diversificado de partes interessadas, incluindo os moradores da cidade, visitantes, autoridades governamentais e operadoras de transporte.

Este documento aborda o transporte inteligente considerando os fatores que moldam as comunidades, como população, dados demográficos, locais, cultura local e história. Aborda o escopo dos serviços, características e objetivos a serem atendidos por meio de soluções de transporte inteligente. Este documento não contém especificações técnicas para a construção de instalações de transporte.

É fundamental para a qualidade de vida e a produtividade econômica de qualquer cidade ou comunidade a existência de uma infraestrutura que funcione bem. São elementos essenciais dessa infraestrutura o provimento de água e energia, o tratamento de águas residuais, a disposição de resíduos sólidos, a tecnologia da informação, as comunicações e o transporte. O transporte desempenha uma função altamente visível na vida dos moradores, garantindo que as pessoas possam trabalhar, participar de atividades sociais, participar do comércio e acessar instituições culturais e qualquer outra comodidade que a cidade ofereça.

Além disso, são necessárias redes de transporte para a distribuição de mercadorias em toda a cidade ou região. Os sistemas de transporte inadequados ou mal projetados podem criar custos econômicos significativos decorrentes da perda de produtividade, impactos ambientais e problemas de saúde.

As características e os serviços prestados por estas infraestruturas destinam-se a auxiliar as pessoas nas comunidades com seus negócios e vidas e a ajudar a estimular atividades para promover seus negócios e melhorar suas vidas, proporcionando oportunidades para entrar, permanecer e se deslocar dentro e fora das comunidades. As pessoas não querem passar o tempo todo em casa ou em um escritório, mesmo que as melhores tecnologias de informação e comunicação lhes ofereçam possibilidades de fazer negócios ou tomar uma decisão em qualquer lugar que desejam e a qualquer momento sem se deslocar.

A vida é muito mais do que apenas negócios auxiliados por uma comunicação eletrônica. As pessoas querem poder se movimentar de forma independente e ver, ouvir, tocar, provar e sentir diretamente o que elas têm interesse. As redes de transporte podem ser muito complexas, entrelaçando vários modos diferentes: veículos aéreos, navios, balsas, trens, caminhões e veículos de passageiros, e por modos não motorizados, como andar de bicicleta ou a pé.

Em especial, o transporte para a conexão intra/interurbano por meio de trens intermunicipais, trens interurbanos, trens de alta velocidade, metrôs, bondes, monotrilhos, veículos leves sobre trilhos, sistemas de transporte automatizados fortemente guiados, ônibus, caminhões, balsas e veículos aéreos são populares e convenientes para as pessoas, incluindo pessoas com deficiência, idosos e aqueles cujo desempenho físico está comprometido, que trabalham ou vivem em comunidades e que chegam ou saem a partir dali. Isso ocorre porque esses modos de transporte transportam com êxito, passageiros, itens de entrega e frete em grande escala, pontualmente e a baixo custo, auxiliados por tecnologias básicas estabelecidas que se desenvolveram por um longo período e que ainda estão sendo aprimoradas nos dias de hoje.

As cidades precisam ter sistemas de transporte que atendam às necessidades de um grupo diversificado de usuários, incluindo passageiros de dentro e de fora da cidade, pessoas com deficiência e idosos, e aqueles que transportam mercadorias e encomendas. Este documento descreve como o transporte é planejado, projetado, implementado, operado, mantido e melhorado para levar em consideração os pontos de vista de diferentes partes interessadas, incluindo os residentes e as autoridades governamentais das comunidades, bem como as necessidades do meio ambiente.

Este documento também descreve as condições mínimas a serem respeitadas no desempenho dos sistemas de transporte, mesmo depois de terem sido instalados, de modo a atingir os objetivos de uma infraestrutura de transporte inteligente, ou seja, sistemas de transporte economicamente eficientes que atendam ou excedam as necessidades dos usuários, minimizando o impacto ambiental. As decisões que vão desde o planejamento e investimentos em larga escala até escolhas individuais podem moldar o impacto dos sistemas de transporte em uma cidade. Os tomadores de decisão precisam pensar criteriosamente sobre os modos de transporte, bem como sobre as características e serviços desses meios, para garantir que os impactos positivos das infraestruturas de transporte superem os potenciais impactos negativos.

Além disso, dado que as populações e as tecnologias mudam, os tomadores de decisão precisam monitorar os sistemas de transporte para garantir que continuem atingindo os objetivos do transporte. Este documento descreve os objetivos do transporte inteligente e oferece suporte para o desenvolvimento de planos integrados de mobilidade urbana, incluindo a seleção e aplicação de serviços de transporte.

A adequação ou aplicabilidade de qualquer tecnologia ou serviços específicos a uma solução de transporte inteligente depende do modo de transporte e suas características técnicas e/ou comerciais. As soluções de transporte inteligentes auxiliam o desenvolvimento sustentável da comunidade e se alinham com as normas e as estruturas existentes que também suportam esse objetivo.

Por exemplo, a NBR ISO 37101:2017 identifica seis áreas essenciais para o desenvolvimento de comunidades inteligentes e sustentáveis: atratividade; preservação e melhoria do meio ambiente; resiliência; uso responsável de recursos; coesão social; bem-estar. Os objetivos listados a seguir, que requerem soluções de transporte inteligentes, apoiam os objetivos gerais da NBR ISO 37101:2017, Tabela A.1.

Além disso, as 14 necessidades da comunidade identificadas na ISO/TS 37151:2015 contra as quais é conveniente que o desempenho da infraestrutura seja confrontado (disponibilidade, acessibilidade, acessibilidade econômica, segurança pública e operacional, qualidade dos serviços, eficiência operacional, eficiência econômica, disponibilidade de informações sobre o desempenho, manutenibilidade, resiliência, uso eficaz de recursos, mitigação de mudanças climáticas, prevenção de poluição e conservação de ecossistemas) alinham com um ou mais dos objetivos listados a seguir (ver Tabela A.2 na norma).

Os objetivos a serem considerados ao avaliar o desempenho do transporte no contexto da obtenção de transportes inteligentes são os seguintes: proporcionar a todas as pessoas, incluindo crianças, pessoas com deficiência, idosos e aqueles cujo desempenho físico está comprometido e aos agentes econômicos os meios para uma vida e atividade econômica prática e produtiva; promover estilos de vida que não dependam de automóveis particulares; promover o desenvolvimento apoiado pelo transporte; assegurar um acesso prático aos mercados, recursos e comodidades da cidade; estimular a atividade econômica nas áreas centrais ou áreas economicamente depreciadas da cidade; aumentar a competitividade e o status da cidade em comparação com outras cidades regionalmente, nacionalmente ou globalmente; diminuir o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente; planejar e desenvolver instalações e serviços de transporte com base em planos bem fundamentados, orientados para as partes interessadas, e que considerem recursos orçamentários e tempo de retorno do investimento, segurança pública e operacional, capacidade das instalações versus necessidades estimadas e impactos ambientais; preservar e melhorar os recursos paisagísticos, estéticos, históricos, culturais e ambientais da comunidade.

É conveniente que as características e os serviços de transporte sejam selecionados e aplicados para obter soluções de transporte inteligentes, quer dentro de uma única comunidade, ou entre diferentes comunidades dentro de uma região maior. Convém que os investimentos em transporte sejam priorizados para atingir um ou mais dos objetivos listados, quando o transporte é subsidiado. Para ajudar no processo de priorização dos temas das cidades que são convenientes de serem consideradas pelas infraestruturas de transporte, convém que os tomadores de decisão desenvolvam um plano integrado de mobilidade urbana que identifique os fatores que moldam as necessidades e escolhas de transporte e comparar esses fatores com aqueles que moldam os objetivos inteligentes da comunidade.

EXEMPLO 1 Karlsruhe, na Alemanha, é a primeira cidade a integrar com sucesso por meio da operação do material rodante do VLT as linhas VLT no centro da cidade e as ferrovias da Deutsche Bahn. Ao iniciar os serviços de passageiros em 1992, a rede VLT operava em uma área mais ampla, incluindo o centro da cidade e os subúrbios, resultando em fácil transferência para as pessoas que vivem e trabalham na área coberta pelos serviços.

EXEMPLO 2 Nagoya, Japão, instalou um sistema de ônibus específico ou transporte de ônibus guiado. Basicamente, a cidade de Nagoya e as áreas circundantes têm serviços de ônibus como transporte interno para cada cidade ou área. No entanto, o número de passageiros aumentou entre aqueles que viajam entre Nagoya e as áreas circundantes. Para fornecer uma capacidade maior para a transferência, mas sem mudar o meio de transporte ou ônibus ao qual os cidadãos já estão acostumados, a cidade de Nagoya instalou um sistema de transporte de ônibus que circula dentro da cidade e nas áreas vizinhas como um ônibus normal e entre a cidade de Nagoya e as áreas como um ônibus rápido circulando em um sistema de transporte guiado exclusivo.

Uma cidade compacta é uma espécie de cidade intencionalmente desenvolvida para atrair pessoas ou trazer de volta para uma pequena área, cidadãos que se mudaram do centro da cidade para os subúrbios. Para manter as pessoas no centro da cidade, as facilidades necessárias para uma vida da cidade, por exemplo, lojas, hospitais e escritórios, são colocadas em uma pequena área e conectadas com transporte fornecido em alta frequência e distâncias de parada pequenas.

O transporte tem funções importantes para manter as pessoas nesta área. Então, o transporte para cidades compactas é o transporte inteligente realmente implantado em muitas cidades em todo o mundo como uma ferramenta, com o objetivo de resolver o esvaziamento do centro da cidade causado pela saída de pessoas para os subúrbios, o que é um dos temas da cidade. A tabela abaixo mostra os fatores do transporte inteligente para desenvolver cidades compactas que são cidades intencionalmente desenvolvidas para atrair ou trazer de volta para uma pequena área, cidadãos que se mudaram do centro da cidade para os subúrbios.

As infraestruturas de transporte para soluções de transporte inteligentes podem ser instaladas nos seguintes locais: dentro de uma região ou uma comunidade; em rotas que conectam regiões; nas interfaces entre sistemas de transporte dentro/fora das comunidades; como melhorias nas infraestruturas de transporte existentes. Convém que um plano integrado de mobilidade urbana, no limite do praticável, identifique para os usuários os fatores que determinam as necessidades de localização das infraestruturas de transporte, como: tamanho, localização e dados demográficos dos núcleos residenciais dentro e ao redor da cidade ou comunidade; locais de famílias de baixa e média renda e a distância a um transporte público economicamente acessível, bem como os potenciais impactos positivos que as infraestruturas de transporte poderiam ter sobre a modicidade de custos da habitação; tamanho e localização de áreas de atividade comercial e emprego dentro e fora da comunidade; fluxo de frete e/ou mercadorias pela da comunidade; inventário de instalações e ativos de transporte existentes; padrões de transporte atuais, incluindo o uso de modo e os níveis de tráfego; custos atuais do sistema de transporte; impactos ambientais da atividade de transporte atual.

Ao tomar decisões sobre infraestruturas de transporte, convém que os planejadores identifiquem as opções para: transportar pessoas, frete e mercadorias de forma segura, confiável, conveniente, eficiente e econômica; fornecer serviços de transporte que satisfaçam à demanda; reduzir o impacto ambiental sem reduzir a qualidade dos serviços de transporte; melhorar a eficiência das conexões entre diferentes modos de transporte; reduzir o uso total de energia da infraestrutura de transporte; tornar a operação de transporte economicamente sustentável, garantindo que seja viável e economicamente acessível a todos os usuários; melhorar a comunicação com o público sobre todos os aspectos dos serviços de transporte.

Os objetivos mencionados anteriormente podem ser alcançados garantindo que os sistemas de transporte sejam instalados para: transportar passageiros, itens de entrega e frete com segurança; transportar passageiros, itens de entrega e frete, especialmente quando em grande escala; transportar passageiros, itens de entrega e frete em um determinado tempo; transportar passageiros, itens de entrega e frete no prazo; transportar passageiros, itens de entrega e frete conforme planejado; transportar passageiros, itens de entrega e frete a preços baixos; fornecer redes compactas para o transporte; fornecer serviços frequentes para o transporte; fornecer uma conexão bem-sucedida e fácil para o transporte entre diferentes sistemas ou modos de transporte; se conectar onde nenhum transporte público estiver disponível; se conectar em qualquer momento, especialmente sem se preocupar com horários de transporte público; se conectar com a conveniência de passageiros e remetentes/destinatários de itens de entrega e frete; se comunicar pessoalmente, mas assegurando a privacidade; controlar a economia/consumo total de energia para o transporte; reduzir os impactos ambientais sem degradação na qualidade do serviço de transporte.

Com o planejamento do transporte urbano integrado, é conveniente que o plano permita: o transporte de pessoas e mercadorias de forma segura, confiável, eficiente e econômica; a provisão de redes adequadas às necessidades de transporte, especialmente investindo e melhorando as infraestruturas existentes; a criação de serviços frequentes para o transporte; o fornecimento de conexões eficientes para o transporte entre diferentes sistemas ou modos de transporte; a redução do total de economia/consumo de energia para o transporte; a redução do impacto ambiental sem degradação na qualidade do serviço de operação de transporte; a operação economicamente estável do transporte com tarifas razoáveis ou suportáveis pelos cidadãos locais.

Convém que a seleção de características e serviços de transporte se encaixe no planejamento urbano ou municipal e planejar cobrir áreas de fronteiras nacionais para fornecer soluções de transporte inteligentes em comunidades, incluindo essas áreas. Esse planejamento inclui os planos listados a seguir: planos diretores para uma cidade e uma região (por exemplo, estruturas urbanas, uso de terras); planos gerais de transporte em uma cidade e uma região; planos diretores para uma cidade e uma região, incluindo áreas de fronteira nacional (por exemplo, estruturas urbanas, uso da terra, turismo e indução de troca, bem-estar, economia local, habitação e ambiente residencial, preservação do meio ambiente natural, prevenção de desastres); planos gerais para uma área com cidades; desenvolvimento de planos usando serviços de transporte para uma área enorme, usualmente chamada megalópole; planos gerais para redes de transporte interurbanas; planos de desenvolvimento econômico para áreas específicas que possuam cidades conectadas por uma comunicação de alta velocidade; e planos cooperativos de desenvolvimento para fronteiras nacionais.

NBR ISO 37157 de 03/2020 - Infraestruturas inteligentes da comunidade — Transporte inteligente para cidades compactas descreve critérios para ajudar a planejar ou organizar o transporte inteligente para cidades compactas. Destina-se a aplicação em cidades que enfrentam um declínio na população. O transporte inteligente pode ser aplicado ao tema da diminuição da população como um meio de atrair pessoas de volta à cidade. Pode-se dizer que uma cidade compacta é um conceito de desenho urbano que convida as pessoas a perceberem uma pequena área em uma cidade onde a população diminuiu ou está diminuindo. Mudanças modais de passageiros do transporte público para o privado resultaram em pessoas saindo do centro da cidade para os subúrbios, uma vez que o transporte privado permite o movimento sem dependência de horários agendados e rotas fixas.

Os problemas associados ao transporte público estão relacionados principalmente a estações ou distância entre paradas, frequência de serviço, aproximações a estações/paradas e rotas de rede e de serviço. Além disso, grandes shoppings e hospitais são frequentemente construídos fora das cidades. Esta situação acelera o fluxo de saída de residentes, resultando na desurbanização dos centros das cidades.

No centro da cidade, a esfera pública e a segurança da comunidade entram em decadência, fazendo com que mais pessoas se mudem para os subúrbios. Essa conjugação negativa continua mudando o caráter de uma cidade. Uma maneira de se antecipar à deterioração do centro da cidade é por meio da criação de uma cidade compacta. O conceito associado às cidades compactas é que as facilidades para os cidadãos, como shoppings, escritórios e hospitais, sejam inseridas em pequena área-objeto.

Estas facilidades estão conectadas umas às outras por meio de transporte público de alta frequência e curto intervalo de tempo, que pode ser facilmente acessado pelos cidadãos. Além disso, esse tipo de transporte reconecta os cidadãos que moram nos subúrbios ao centro urbano, com linhas de serviço posicionadas radialmente em relação aos subúrbios ao redor da área.

Essa rede de transporte atrai com sucesso pessoas para uma área-objeto a partir de sua periferia, retendo-as nesta área de referência. Esta é uma solução para o problema da decadência ou baixo nível de atratividade dos centros das cidades, utilizando transporte inteligente para requalificar pequenas áreas centrais. Este documento descreve uma maneira de organizar o transporte inteligente, com o propósito de desenvolver uma cidade compacta, que revitaliza o centro urbano decadente, e revigora sua infraestrutura econômica, física e social.

Convém que as facilidades de uma cidade compacta sejam conectadas por sistemas de transporte que forneçam uma alta frequência de serviço e sejam facilmente acessíveis. Além disso, convém que as estações ou paradas dos sistemas de transporte estejam localizadas o mais próximo possível e sejam atendidas por veículos que possam iniciar e parar com sucesso em intervalos curtos.

Estes veículos não precisam necessariamente ser de alta capacidade. Estes sistemas de transporte específicos proporcionam às pessoas que moram nos subúrbios acesso fácil à área-objeto e incentivam-nas a permanecer nela. Usando esses sistemas de transporte, a área-objeto começa a ser repovoada.

Os critérios para transporte inteligente descritos neste documento são apropriados para abordar o tema do declínio da população dentro de uma cidade onde o objetivo é reter e atrair mais pessoas para a cidade. Como mencionado, o transporte inteligente, conforme descrito neste documento, pode auxiliar a abordar a questão do declínio da população dentro de uma cidade onde a meta é manter a população atual e atrair mais pessoas para a cidade.

Para atingir este objetivo, convém que sejam selecionados modos de transporte que atendam às condições descritas abaixo. Uma área despovoada a ser repovoada pela construção de facilidades para a vida na cidade, como shopping centers, escritórios, hospitais, áreas residenciais, instalações educacionais e culturais, que são conectadas por transporte inteligente. Exemplos de cidades compactas usando transporte inteligente estão listados no Anexo A, Tabela A.1.

Convém selecionar os modos de transportes que ofereçam serviços que atendam às condições especificadas. Sistemas leve sobre trilhos (VLT), ônibus e trânsitos guiados automatizados (AGT) são modos típicos de transporte que promovem o desenvolvimento de cidades compactas. Convém que o serviço de transporte seja oferecido no mínimo a cada 10 min durante a hora do rush.

Normalmente, quanto maior a densidade populacional e o número esperado de passageiros, mais conveniente se torna aumentar a frequência de atendimento. Convém que estações ou paradas sejam localizadas de modo que a distância média entre elas não seja superior a 300 m, exceto quando for inviável locar as estações ou paradas nesta distância devido a condições geográficas, de tráfego ou situações locais específicas. Isenções típicas incluem rotas de transporte inteligentes em pontes ou em túneis.

Convém que a área afetada pelo despovoamento a ser tratada pelo transporte inteligente seja contida dentro de um raio de 1 km. Convém que as redes de serviço de transporte inteligentes sejam organizadas em uma formação radial a partir do centro da área-objeto para os subúrbios. Convém que os locais de embarque e desembarque dos passageiros sejam fáceis e acessíveis a todos, incluindo idosos, crianças e pessoas com crianças pequenas.

Convém que usuários com deficiência sejam capazes de entrar e sair com pouca ou nenhuma assistência. Convém que os veículos proporcionem uma viagem confortável para todos, incluindo idosos, crianças e pessoas com deficiência, com pouca vibração ou ruído. Quando apropriado, convém que os veículos tenham ar-condicionado.

Os veículos também podem incluir espaço para bicicletas ou outros itens grandes. Convém que os veículos sejam equipados com corrimãos, manoplas, correias de suspensão e pisos antiderrapantes para segurança, e apresentem canal de comunicação fácil, especificamente com um agente de transporte em caso de emergência. Os ônibus alimentados por bateria proporcionam conforto e são amplamente utilizados, porque não são necessárias mudanças de marcha, ou seja, resultando em nenhum choque repentino.

Convém que sistemas de transporte adequados estejam de acordo com as condições geográficas e meteorológicas nas quais irão operar. Frequentemente, a área-objeto a ser desenvolvida como uma cidade compacta costuma ser o centro da cidade, onde as ruas são estreitas e sinuosas. Convém que o sistema de transporte seja adequado mesmo nestas condições. Convém que os veículos tenham aceleração alta o suficiente para garantir economia de tempo para viagens nesta linha de serviço com paradas/estações próximas entre si. Para manter o desempenho e monitorar a eficácia do transporte inteligente em cidades compactas, observar os parâmetros descritos abaixo periodicamente. Se não for possível que a eficácia do transporte inteligente seja confirmada, modificar os serviços de transporte inteligentes atuais alterando as condições já detalhadas, sempre que possível e razoável.

Para manter o desempenho do transporte inteligente, observar os seguintes parâmetros: população na área-objeto onde o transporte inteligente foi implantado; fluxo de tráfego origem/destino para área-objeto; a divisão modal do transporte inteligente na cidade/área-objeto; a capacidade necessária de transporte inteligente; os eixos da cidade-objeto. Estes parâmetros foram desenvolvidos com base em medições comprovadas de desempenho de trânsito. Quando alterações indesejadas no valor dos parâmetros forem identificadas, modificar as condições do transporte inteligente, conforme já detalhado, onde for possível. Para corrigir os parâmetros de transporte, analisar quaisquer ocorrências inesperadas ou irregulares na área onde o transporte inteligente foi instalado. Modificar as condições irregulares do sistema de transporte inteligente, caso estas não forem aceitáveis.

Manual de calçados profissionais

Para auxiliar os profissionais das áreas de saúde e da segurança do trabalho e os próprios usuários na escolha adequada dos calçados profissionais, de acordo com as normatizações adotadas pelos órgãos competentes, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) elaborou o manual Instruções para escolha adequada dos calçados profissionais de acordo com a simbologia empregada. “A publicação pode ser vista como uma ferramenta para ajudar a minimizar os danos decorrentes de acidentes de trabalho devido à utilização de calçados inadequados à função”, explica a pesquisadora Nicole Aparecida Amorim de Oliveira, do Laboratório de Calçados e Produtos de Proteção, uma das autoras da publicação ao lado de Felipe Cintra Clementino e David Henrique Zago.

Dúvidas nos processos de compra podem levar a uma escolha inadequada dos calçados. O uso de um modelo inapropriado pode ocasionar calos, dores, problemas de saúde nos membros inferiores e tronco e acidentes, inclusive o mais comum, por quedas. Além disso, podem influenciar negativamente na independência e mobilidade da população idosa. “A escolha do calçado ideal deve ser realizada com atenção, visando não somente a proteção imediata, mas futura do usuário”, ressalta a pesquisadora.

O manual, que está dividido em sete capítulos (Introdução; Calçados; Normas vigentes; Disposições finais; Referências normativas e Siglas), tem um total de 20 páginas e está disponível gratuitamente para download. Os autores dedicam especial atenção à legislação atual, que ocupa sete páginas da publicação: em 2009, o então Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Portaria nº 121, publicou as novas normas a serem adotadas no Brasil para a certificação de calçados utilizados como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Para calçados de proteção contra riscos mecânicos foram adotadas as NBR ISO 20344, NBR ISO 203459, NBR ISO 20346 e NBR ISO 20347. Atualmente, ainda são adotadas as mesmas normas em versões atualizadas, regularizadas pela Portaria n° 452 de 20 de novembro de 2014, sendo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT) responsável pela emissão dos certificados.

Conforme indicado no título da publicação, existem simbologias específicas para indicar que os calçados foram submetidos aos testes necessários para desempenho de suas funções. Quatro tabelas estão incluídas no livro: Simbologias básicas; Simbologia para ensaio de escorregamento; Simbologias adicionais aplicadas aos calçados da Classe I e da Classe II e Simbologia por categoria. “Pelo conhecimento do significado de cada um dos símbolos, fica mais fácil escolher o calçado ideal que alinhe o tipo de proteção ao local onde estará o trabalhador e os possíveis riscos”, afirma a pesquisadora.
Quando realizados apenas os ensaios básicos, o calçado deve ser identificado com um símbolo que varia de acordo com a norma de especificação que foi adotada - por exemplo, SB significa Segurança básica pela NBR ISO 20345 e PB Proteção básica pela NBR ISO 20346. Todo calçado profissional deve ser submetido ao ensaio de escorregamento e obter resultados satisfatórios. Este teste avalia o coeficiente de atrito, ou seja, a capacidade de o calçado se opor à tendência de escorregar quando submetido a uma força inicial superior à necessária para dar início ao movimento. Para este ensaio, existem três tipos de simbologia aplicáveis, sendo obrigatória a utilização de ao menos uma delas.

Um exemplo é a classificação SRA: a sigla indica que o calçado foi submetido ao ensaio de escorregamento tendo como premissa a sua utilização em um posto de trabalho com superfícies que podem ter contato com água e saponáceos, especialmente em pisos cerâmicos. É o tipo de calçado para uso de profissionais que trabalham com serviços de limpeza, construção civil e linha de produção, por exemplo.

Para baixar o manual, clique no link https://www.ipt.br/download.php?filename=1960-Instrucoes_para_escolha_adequada_dos_calcados_profissionais_de_acordo_com_a_simbologia_empregada.pdf

Artigo atualizado em 27/10/2020 01:28.

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