Publicado em 17 mar 2026

As causas médicas da nefrite intersticial

Redação

É uma lesão primária de túbulos renais e interstício que resulta na diminuição da função renal. A forma aguda ocorre com mais frequência em decorrência de reação alérgica a fármacos ou a infecções. A forma crônica está associada a uma grande variedade de doenças, incluindo doenças genéticas ou metabólicas, uropatia obstrutiva e exposição a toxinas ambientais crônicas ou a certos medicamentos e ervas.

A nefrite túbulo-intersticial aguda é uma injúria do parênquima renal com inflamação do túbulo e do interstício, frequentemente associada a injúria renal aguda e redução da taxa de filtração glomerular. Pode ser causada por medicamentos (forma aguda por hipersensibilidade): antibióticos (penicilinas, sulfonamidas, cefalosporinas, rifampicina, quinolonas), anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), diuréticos (tiazídicos e de alça), inibidores de bomba de prótons, entre outros.

Pode ser infecciosa: pielonefrite aguda, imunológica: rejeição aguda em transplante renal; doença relacionada à IgG4. Causas crônicas podem estar relacionadas a uso prolongado de analgésicos (analgesic nephropathy) e outras exposições.

Manifestações clínicas possíveis: oligúria/queda do débito urinário, febre, rash cutâneo, náuseas/vômitos, alterações do estado mental (sonolência/confusão) e retenção de líquidos. Exame de urina típico (achados comuns): piúria, hematúria, proteinúria moderada, presença de cilindros epiteliais e granulares e eosinofilia/eosinofilúria em casos de hipersensibilidade.

Alterações hidroeletrolíticas e acidobásicas podem ocorrer na injúria renal aguda (ex.: acidose metabólica, hiperpotassemia em casos de uremia). Em idosos, a forma aguda pode ser mais grave e levar com maior probabilidade a lesão renal persistente ou crônica.

A suspeita clínica baseia-se na correlação temporal com exposição a fármacos suspeitos, sinais sistêmicos (febre, rash), achados do exame de urina (piúria, eosinofilia urinária) e elevação de ureia/creatinina. O diagnóstico definitivo, quando necessário, deve ser confirmado por biópsia renal (por exemplo, em rejeição aguda de transplante ou casos com necessidade de confirmação histológica para orientar terapêutica).

O tratamento e condutas imediatas incluem identificar e descontinuar o agente causal suspeito. Evitar nova exposição a drogas nefrotóxicas; cuidados de suporte (balance hídrico rigoroso).

Uso de glicocorticoides: frequentemente empregado em prática clínica para NIA medicamentosa, mas não há estudos conclusivos que respaldem firmemente seu uso (observação descrita nas fontes). Considerar Terapia Renal Substitutiva (TRS) nos casos com complicações graves de LRA: acidose metabólica grave refratária, hipercalemia não responsiva, edema agudo de pulmão intratável e sintomas urêmicos (encefalopatia, convulsões, pericardite).

Em transplante renal ou suspeita de doença relacionada à IgG4, a biópsia auxilia na decisão terapêutica. Evitar ou reduzir uso de medicamentos associados em pacientes de risco; vigilância da função renal em exposições terapêuticas relevantes.

Em pacientes com injúria renal aguda associada a NIA, acompanhamento nefrológico precoce é recomendado para otimizar conduta. A nefrite tubolointersticial aguda (NTIA) envolve um infiltrado inflamatório e edema envolvendo o interstício renal, que geralmente se desenvolve em dias a meses.

Mais de 95% dos casos resultam de infecção ou de reação alérgica a fármacos. Algumas formas bem caracterizadas são nefropatia por abuso de analgésicos, nefropatias metabólicas, nefropatia por metais pesados, nefropatia de refluxo e rim do mieloma.

Artigo atualizado em 03/03/2026 10:45.
Imagem Rodapé

Target

Facilitando o acesso à informação tecnológica