Os riscos médicos da trombose
Redação
A trombose é uma condição que afeta o organismo por meio de coágulos de sangue. Esses coágulos se formam e atrapalham o fluxo sanguíneo de veias e artérias, podendo causar sintomas como dor e inchaço.

Os riscos médicos da trombose, tanto venosa quanto arterial, envolvem várias condições e fatores que aumentam a probabilidade de eventos tromboembólicos, que podem ser graves e até fatais. O tromboembolismo venoso (TEV) inclui a trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP).
O risco aumenta com a idade avançada e os antecedentes familiares positivos (trombose em parentes próximos em idade precoce). Obesidade (IMC > 30 kg/m²).
Imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, trauma extenso.
Possível associação com tromboflebite superficial e veias varicosas (sem consenso).
O risco é maior no primeiro ano de uso de contraceptivos orais combinados (COC) ou terapia hormonal (TRH). Pode ser fatal em 1 a 2% dos casos.
Sintomas de TVP: edema unilateral, dor, aumento da temperatura e vermelhidão na perna. Sintomas de EP: dificuldade respiratória súbita, tosse, dor torácica, tontura, batimentos cardíacos irregulares.
O tromboembolismo arterial (TEA) inclui infarto do miocárdio (IM), acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório.
Sintomas de AVC: fraqueza súbita, confusão, dificuldade para falar, perda de visão, tontura, cefaleia intensa.
Sintomas de IM: dor ou desconforto no peito, irradiação para braços, mandíbula, sudorese, náuseas, taquicardia.
Fatores Bioquímicos e Condições Associadas
Predisposição hereditária ou adquirida, como:
Resistência à proteína C ativada (APC).
Hiper-homocisteinemia.
Deficiências de antitrombina III, proteína C e proteína S.
Anticorpos antifosfolípides (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico).
Outras condições médicas associadas:
Diabetes mellitus.
Lúpus eritematoso sistêmico.
Síndrome hemolítica urêmica.
Doença intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn, colite ulcerativa).
Anemia falciforme.
O uso de contraceptivos orais combinados e terapia hormonal está associado ao aumento do risco de trombose. O risco é sinérgico, ou seja, a combinação de múltiplos fatores de risco pode aumentar o risco mais do que a soma dos riscos isolados.
Em casos de cirurgia eletiva ou imobilização prolongada, recomenda-se a interrupção temporária da terapia hormonal para reduzir o risco. O risco no puerpério (período pós-parto) é aumentado e deve ser considerado. Mulheres com histórico pessoal ou familiar de trombose devem ser avaliadas cuidadosamente antes do uso de terapias hormonais.
Em resumo, a trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região.
O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
A trombose ocorre, geralmente, após cirurgia, corte ou falta de movimento por muito tempo, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos. Apesar de ser um problema que geralmente afeta mais mulheres, homens também podem ter trombose.
Em números, quando é avaliada apenas a faixa entre 20 a 40 anos, a incidência de trombose é um pouco maior nas mulheres pela maior exposição a fatores de risco, como anticoncepcionais e gestações. A trombose pode ser classificada de duas formas: aguda; e crônica.
A trombose aguda, na maioria das vezes, é solucionada naturalmente. O próprio corpo utiliza de mecanismos para dissolver os coágulos que provocam o entupimento das veias, sem deixar sequelas e sem evoluir para quadros mais graves.
Já a trombose crônica ocorre quando, durante o processo de dissolução do coágulo natural, ficam sequelas no interior das veias, destruindo a estrutura das válvulas. Por conta dessas alterações nas válvulas, o retorno do sangue fica prejudicado e leva ao aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento e endurecimento da pele, além de feridas e outras complicações.