Publicado em 21 abr 2026

Os sintomas clínicos da esofagite

Redação

A esofagite é a inflamação do esôfago, que é o tubo por onde os alimentos passam da boca até chegar ao estômago. Como o estômago possui um ambiente com líquidos bastante ácidos, qualquer refluxo desse líquido para o esôfago gera uma reação com inflamação; ou seja, a maioria das pessoas tem um pouco de esofagite pelo menos em alguns períodos da vida e nem apresentam sintomas.

A esofagite é uma condição caracterizada pela inflamação, inchaço ou irritação do revestimento do esôfago, o tubo que conecta a boca ao estômago. As causas mais comuns incluem o refluxo gastroesofágico (DRGE), onde o ácido do estômago retorna para o esôfago, causando irritação, além de condições autoimunes, alergias (como a esofagite eosinofílica), uso de certos medicamentos, infecções por fungos (Candida) ou vírus (herpes, citomegalovírus), entre outros fatores de risco como álcool, tabagismo, obesidade e cirurgia torácica.

Os sintomas típicos da esofagite incluem dor ou dificuldade para engolir, queimação retroesternal (azia), regurgitação ácida, tosse, rouquidão e dor de garganta. Para diagnóstico, podem ser indicados exames como endoscopia digestiva alta (EGD) com biópsia, radiografia contrastada (série esofagogástrica) e monitoramento do pH esofágico para avaliar refluxo ácido.

O tratamento da esofagite de refluxo erosiva geralmente envolve o uso de inibidores da bomba de prótons (IBPs), como esomeprazol, pantoprazol, entre outros, que reduzem a produção de ácido gástrico e promovem a cicatrização da mucosa esofágica. A posologia típica para adultos no tratamento da esofagite de refluxo erosiva é: esomeprazol magnésico 40 mg uma vez ao dia por 4 semanas, podendo ser estendido por mais 4 semanas em casos de esofagite não cicatrizada ou sintomas persistentes.

Em pacientes que não podem tomar via oral, o esomeprazol pode ser administrado por via intravenosa, com doses de 20 a 40 mg uma vez ao dia. Além do tratamento medicamentoso, recomenda-se evitar fatores agravantes como álcool, tabagismo, refeições volumosas antes de deitar e uso de medicamentos que irritam o esôfago.

Conhecida principalmente por causar dor, dificuldade para engolir e uma sensação de ardência no peito, o gastrocirurgião define que a esofagite é o processo inflamatório do esôfago, que pode ser edematosa (que apresenta inchaço causado pelo acúmulo de líquidos nos tecidos do corpo) ou erosiva (que corrói partes do órgão).

A principal causa da esofagite é o refluxo gástroesofágico, caracterizado pelo retorno do suco gástrico do estômago para o esôfago. Ele, por sua vez, acontece devido ao aumento da acidez gástrica, que está muito relacionada com hábitos alimentares e comportamentos errados.

Esses hábitos provocam alterações anatômicas da válvula existente no esôfago, o que faz com que o ácido suba. Em consequência, aparecem problemas como azia ou queimação, dor epigástrica (dor na boca do estômago), dor torácica, tosse noturna, engasgos, regurgitação, vômitos, dor de garganta, sinusite e faringite.

O desconforto que a inflamação no esôfago causa afeta a qualidade de vida do paciente, o que dificulta a alimentação e leva, muitas vezes, à perda de peso e à desnutrição. Isso porque, a dor no peito e o desconforto ao engolir podem tornar atividades diárias mais difíceis e até prejudicar o sono, já que os sintomas pioram ao deitar.

Em média, para a esofagite relacionada ao refluxo gastroesofágico – como a esofagite de refluxo, o tratamento pode levar de duas a oito semanas para apresentar melhora nos sintomas. Nesses casos, são usados medicamentos, como inibidores da bomba de prótons (IBP), e mudanças no estilo de vida.

Já para a esofagite infecciosa, como a causada por fungos ou vírus, o tempo de tratamento pode ser mais longo, variando de 4 a 12 semanas, dependendo do tipo de infecção e da eficácia do tratamento com antifúngicos, antivirais ou antibióticos. No caso da esofagite eosinofílica, que é uma condição inflamatória crônica relacionada a uma reação alérgica e o tratamento pode envolver o uso de esteroides ou medicamentos imunossupressores.

 

Artigo atualizado em 08/04/2026 05:09.
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