Publicado em 05 May 2020

A reutilização de resíduos orgânicos na formulação de rações de baixo custo

Redação

Os altos custos dos insumos tradicionais na composição de rações comerciais exigem alternativas mais vantajosas quanto a economicidade e eficiência. Os novos conceitos da economia circular solidária e cooperativada demonstram a necessidade urgente de valorar a reutilização sustentável de resíduos urbanos biodegradáveis originários da produção processamento e consumo de alimentos. Em um novo paradigma, com a implementação de novos padrões de coleta seletiva cooperativada, onde estes resíduos orgânicos deixam de ser um problema de saúde pública assumindo uma nova condição de protagonismo como fonte alternativa de nutrição animal, fomentando os sistemas de produção animal, gerando renda e empregos em escala de sustentabilidade, ampliando a mitigação dos impactos ambientais com economicidade e eficiência técnica.

Sergio Luis Bastos Nunes - 

Os pacotes tecnológicos que definem as melhores relações entre desempenho zootécnico e aspectos nutricionais das espécies nativas da piscicultura brasileira ainda carecem de mais estudos e informações (LIMA et al., 2013). A reutilização de produtos nutricionais orgânicos sólidos por meio de implementação de novo padrão de coleta seletiva possibilita um grande número de arranjos na composição e formulação de rações alternativas, com uma vasta diversidade de insumos de origem vegetal e animal (úmidos ou secos).

Neste cenário vislumbra-se um novo paradigma referente ao aproveitamento de vultosos volumes de resíduos orgânicos com grande potencial nutricional, reutilizáveis na composição de rações alternativas de baixo custo para viabilizar a aquicultura de espécies nativas, em todo Brasil. Os dados da Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO) afirmam que entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos anualmente para o consumo humano no mundo é desperdiçado, cerca de 1.300 bilhões toneladas de alimentos, que inclui 30% dos cereais, entre 40 e 50% das raízes, frutas, hortaliças e sementes oleaginosas, 20% da carne e produtos lácteos e 35% dos peixes.

A degradação dos resíduos orgânicos ao ambiente libera o danoso óxido nitroso e o gás metano poluindo a atmosfera, os solos, os lençóis freáticos e os cursos e corpos de água com a mistura tóxica denominada chorume (LEMOS et al., 2011)...

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