Publicado em 01 Sep 2020

Compartilhando as redes elétricas com a de telecomunicações conforme a norma

Redação

Os cabos aéreos tornaram-se um problema para a paisagem urbana, pois além de serem um dos principais responsáveis pela poluição visual, as redes de cabos se mostram mais suscetíveis a chuvas e ventos intensos, interrompendo frequentemente o abastecimento de energia, de sinal de TV, de internet, etc. O emaranhado de fios na rede elétrica, nos postes, se tornou um risco que eles podem representar aos cidadãos. O ideal seria o enterramento da fiação, acabar com os postes, colocar os fios por debaixo do chão. Mas, como isso é complexo, mais demorado e mais caro, vai se empurrando com a barriga a regulamentação do uso dos postes. A quantidade de fios pendurados, enrolados, soltos pelos postes nas cidades brasileiras á assustador. Não são cumpridas as normas técnicas. Então, ninguém faz nada quanto ao posteamento, mesmo as empresas distribuidoras de eletricidade que deveriam regulamentar o aluguel ou o uso dos seus postes para acabar com essa bagunça de fios caindo na cabeça das pessoas. Atualmente, há um abandono de cabos e fios soltos em postes por concessionárias, permissionárias de serviços públicos e outras empresas de energia, telefonia, TV a cabo, internet, etc. É uma barbaridade a existência dos fios soltos é altamente prejudicial para a sociedade, na medida em que eles são condutores de energia elétrica e podem, facilmente, eletrocutar um transeunte. Em cada poste de energia elétrica, há uma faixa de mais ou menos 50 centímetros que as operadoras podem usar. Nessa faixa, deveria haver no máximo seis cabos. Um para cada operadora, e cada um com uma etiqueta descrevendo o que ele faz e a quem ele pertence. Só que a organização acabou ficando um pouco esquecida conforme o mercado de telecomunicações foi crescendo. Todo esse processo é fora da lei, pois é obrigatório conhecer os requisitos e as condições técnicas mínimas para o compartilhamento de infraestrutura das redes de distribuição aérea e subterrânea de energia elétrica, nas tensões nominais até 34,5 kV, com redes de telecomunicações.

Da Redação – 

O compartilhamento da fiação em postes no Brasil é um problema que se arrasta há muito tempo sem solução. Essa luta é travada entre as distribuidoras de energia elétrica, donas dos postes, e as companhias de telecomunicação, que instalam cabos para ofertar banda larga, tv a cabo, etc. e a disputa prejudica a todos os brasileiros, pois um poste não pode ter mais de cinco pontos para fixar fios - um desses deve abrigar cabos reservado à distribuição de energia, enquanto os outros quatro podem ser oferecidos para alocar fios para transportar internet. Para se ter uma ideia, somente na cidade de São Paulo são mais 2.096 postes recheados de fios. Alguns provedores de internet e tv a cabo alugam formalmente um espaço no poste, mas, na hora da instalação, colocam mais cabos do que o acordado. Igualmente, existem as instalações clandestinas e os cabos são pendurados sem contrato nenhum.

Para quem circula pelas ruas das cidades brasileiras é possível observar um emaranhado de fios e cabos nos postes, inclusive muitos deles soltos e oferecendo riscos de choque elétrico à população e aos técnicos que trabalham nestes equipamentos, sem contar a poluição visual na cidade. A constatação é uma só: a quantidade em demasia ocasiona sério risco de acidentes. Não é incomum vermos postes que caem ou possuem estrutura condenada pelo peso. Ou até mesmo fios que entrelaçados caem podendo causar acidentes com pessoas.

Uma das medidas mais d...

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