Publicado em 15 Sep 2020

O lado oculto do roubo de cargas é a falta de gestão das companhias

Redação

As operações logísticas não podem se privar de terem processos eficazes, capazes de contemplar e proteger todo o ciclo logístico. A ausência ou controles frágeis nas operações são cenários perfeitos para potencializar perdas. Os bandidos não precisam correr atrás de cargas, uma vez que elas vêm ao seu encontro em períodos e horários favoráveis a ataques.

Eduardo Masulo – 

O roubo de cargas, apesar de não ser algo novo, continua surpreendendo pela facilidade como ocorre. E, com a movimentação crescente em função da pandemia, um cenário que deve se ampliar com a retomada econômica, o problema deve tomar novas proporções, situação que não envolve apenas os produtos roubados, mas também uma crise ética vivida atualmente.

Somente no ano de 2019, foram quase 20.000 casos de roubos no país, que representa a impressionante marca de duas cargas roubadas por hora, segundo dados Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. Com a ascensão no volume de entregas, como será daqui por diante?

Um dos aspectos que devemos considerar é que muitos desses roubos começam no interior das corporações quando não são adotadas posturas para evitar os riscos. Isso pode ocorrer quando o cadastro de um novo cliente é realizado ou as contratações de mão de obra ocorrem sem as devidas precauções.

Essas são possíveis brechas de segurança que ocorrem dentro das empresas. E a falta de controle percorre outros corredores, como a subutilização de sistemas, falta de treinamentos, incapacidade técnica ou até mesmo por conflito de interesses.

As operações logísticas não podem se privar de terem processos eficazes, capazes de contemplar e proteger todo o ciclo logístico. A ausência ou controles frágeis nas operações são cenários perfeitos para potencializar perdas. Bandidos não precisam correr atr...

Target

Facilitando o acesso à informação tecnológica