O discurso do RH estratégico avançou, mas os processos, nem tanto
Redação
A burocracia no RH não é novidade, mas o custo que ela gera raramente aparece no dashboard financeiro das empresas. Um processo de admissão conduzido manualmente pode levar dias. Multiplicado pelo volume de contratações de uma empresa em crescimento, esse tempo se transforma em custo real: horas de profissional qualificado gastas com atividades que um fluxo digital resolveria em minutos.

Rodrigo Gomes -
Apenas 4% das empresas brasileiras atingiram excelência digital em RH – ou seja, mais de 80% dos processos automatizados com inteligência artificial apoiando decisões. O dado é da pesquisa Koru/Chiefs.Group, realizada em dezembro passado com 330 líderes de RH no Brasil, e expõe com precisão um problema que muitos gestores ainda tratam como detalhe operacional.
Enquanto o discurso sobre RH estratégico avança nas apresentações de planejamento, a realidade da operação continua presa em processos manuais, fluxos desconectados e decisões tomadas muitas vezes por intuição. A pergunta que cada CEO e diretor deveria se fazer é direta: o meu RH impulsiona o crescimento da empresa ou trava as operações?
A resposta, na maioria dos casos, é incômoda. Não porque o time seja incompetente — muito pelo contrário.
O problema está na arquitetura dos processos. Quando o departamento responsável por atrair, desenvolver e fidelizar talentos passa o dia resolvendo inconsistências de ponto, recolhendo documentos de admissão e corrigindo lançamentos de folha, sobra pouca energia par...