A auditoria do bem-estar entra no centro da gestão corporativa
Redação
O bem-estar e a preocupação com a saúde mental do trabalhador é uma pauta mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos como ansiedade e depressão custam globalmente cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. A crescente preocupação com a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores tem impulsionado mudanças regulatórias e reforçado a importância de práticas de gestão mais estruturadas nas organizações.

Plínio Pereira –
As empresas brasileiras tiveram um ano para se adaptar a inclusão dos fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho que foram incluídos na Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1) e precisam fazer parte do gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO) e do programa de gerenciamento de riscos (PGR). Os riscos psicossociais são somados aos conhecidos riscos físicos, químicos, biológicos, dos acidentes ergonômicos, e foram incluídos na norma por meio da Portaria do Ministério do Trabalho (MTE) nº 1.419/2024.
Desde 26 maio de 2026, após um período de um ano para adaptação e implantação de ações para mitigar os riscos de os trabalhadores desenvolverem doenças psicossociais no ambiente profissional, a inspeção do trabalho passa a autuar as empresas, que não se adaptaram à nova NR 1. A expectativa é que nas primeiras fiscalizações os auditores-fiscais do trabalho tenham uma atuação mais orientativa, apontem as falhas e exijam planos de ação, que incluam medidas de prevenção, avaliação de severidade/probabilidade do colaborador desenvolver uma doença psicossocial.
Mas, em casos de ...