Publicado em 31 Mar 2020

A continuidade dos negócios em eventos humanos extremos

Redação

A chamada pandemia da gripe chinesa não é um evento humano novo. A gripe espanhola – como ficou conhecida devido ao grande número de mortos na Espanha, apareceu em duas ondas diferentes durante 1918. Na primeira, em fevereiro, embora bastante contagiosa, era uma doença branda não causando mais que três dias de febre e mal-estar. Já na segunda, em agosto, tornou-se mortal. Enquanto a primeira onda de gripe atingiu especialmente os Estados Unidos e a Europa, a segunda devastou o mundo inteiro: também caíram doentes as populações da Índia, Sudeste Asiático, Japão, China e Américas Central e do Sul. No Brasil, a epidemia chegou em setembro de 1918: o navio inglês Demerara, vindo de Lisboa, desembarca doentes em Recife, Salvador e Rio de Janeiro (então capital federal). No mesmo mês, marinheiros que prestaram serviço militar em Dakar, na costa atlântica da África, desembarcaram doentes no porto de Recife. Em pouco mais de duas semanas, surgiram casos de gripe em outras cidades do Nordeste e em São Paulo. Estima-se que entre outubro e dezembro de 1918, período oficialmente reconhecido como pandêmico, 65% da população adoeceu. Só no Rio de Janeiro, foram registradas 14.348 mortes. Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram. No caso da gripe chinesa atual, que deverá causar menos mortes de humanos e mais de empresas, o caso se tornou uma questão de saber como fazer para a gestão da continuidade dos negócios.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho - 

No caso do novo coronavírus ou SARS-CoV2, o primeiro caso foi identificado em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019, mas parece que o governo chinês escondeu isso desde outubro ou novembro de 2019 do resto do mundo. Desde então, os casos começaram a se espalhar rapidamente pelo mundo: primeiro pelo continente asiático, e depois por outros países. Em fevereiro, a transmissão da Covid-19, nome dado à doença causada pelo SARS-CoV2, no Irã e na Itália, chamou a atenção pelo crescimento rápido de novos casos e mortes, fazendo com que o Ministério da Saúde alterasse a definição de caso suspeito para incluir pacientes que estiveram em outros países. Pode-se acompanhar a evolução da pandemia no link https://coronavirus.jhu.edu/map.html

Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto da doença como pandemia. Mas, o que parece, em um mundo globalizado economicamente, é que ela vai causar menos mortes humanas e mais mortes de empresas e empregos. Dessa forma, o requisito mais básico de continuidade de negócios é manter as funções essenciais em funcionamento durante um desastre ou evento extremo e recuperar com o menor tempo de inatividade possível.

Um plano de continuidade de negócios considera vários eventos imprevisíveis, como desastres naturais, incêndios, surtos de doenças, ataques cibernéticos e outras ameaças externas. A conti...

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