Publicado em 02 Jun 2020

ISO 20395: a avaliação dos métodos de quantificação de ácidos nucleicos

Redação

A ISO está disponibilizando gratuitamente (no formato leitura) a ISO 20395, que trata dos requisitos para avaliação de desempenho de métodos de quantificação de ácidos nucleicos, empregados, entre outros usos, no diagnóstico de doenças, inclusive do sars-cov-2, o vírus causador da gripe chinesa. A extração de ácido desoxirribonucleico (DNA) e do ácido ribonucleico (RNA) é o primeiro passo para a execução de diferentes procedimentos em biologia molecular. A escolha dos melhores produtos para essa etapa é fundamental para a qualidade final do diagnóstico. Diversos tipos de amostras podem ser utilizadas para a extração, desde sangue até um único fio de cabelo. Entretanto, a amostra também irá determinar a qualidade do material extraído. A quantidade de DNA purificado depende do tipo de amostra e do número de células presentes que pode variar, por exemplo, conforme a idade do paciente e seu estado de saúde e também devido as condições de transporte, armazenamento e idade das amostras. O volume utilizado é um fator muito importante. Amostras frescas e congeladas de sangue terão um rendimento diferente. Amostras de sangue estocadas a 4°C por alguns dias ou congelado por semanas, podem ainda permitir isolamento de DNA. Porém, o rendimento e a qualidade do DNA podem diminuir devido ao armazenamento prolongado nestas condições. Certamente a qualidade e o rendimento de amostras se sangue fresco serão bem maiores do que amostras de sangue congeladas por anos. Existem diversos kits para extração de DNA e RNA disponíveis no mercado, mas é imprescindível escolher qual é o kit ideal para atender ao que você necessita. É preciso levar em consideração a otimização do rendimento e a degradação do DNA ou RNA durante a extração, a sua eficiência em termos de custo, tempo e simplicidade da metodologia. Além disso, há a preocupação com componentes de baixo risco para o usuário, gerando ainda o mínimo possível de resíduos perigosos. Dessa forma, é importante conhecer um documento que foi desenvolvido para apoiar especificamente os requisitos analíticos com relação à quantificação de sequências específicas de ácidos nucleicos (alvos). Também pode beneficiar as indústrias mais amplas de biomanufatura, pesquisa e desenvolvimento em biociência, biotecnologia industrial, biologia de engenharia e terapêuticas avançadas que precisam demonstrar a qualidade do produto com base na medição e quantificação de alvos específicos de ácidos nucleicos.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho – 

As biotecnologias, em seu sentido mais amplo, compreendem a manipulação de micro-organismos, plantas e animais, com vistas à obtenção de processos e produtos de interesse para a sociedade. A rigor, as biotecnologias não são novas, mas sim, usam novas ferramentas tecnológicas, baseadas no conhecimento científico e que, hoje, são empregadas nas diferentes disciplinas científicas da área biológica, como a genética, a bioquímica, a entomologia e a fisiologia, entre outras.

Há mais de 5.000 anos a espécie humana vem utilizando biotecnologias, notadamente as fermentações para a produção de alimentos e bebidas, como pão e vinho. A cultura de tecidos e células foi estabelecida em meados do século passado e por meio dela, são produzidas no mundo milhões de mudas por ano de plantas clonais para uso agrícola, com impactos benéficos em termos de conservação de germoplasma, fixação de ganhos genéticos e diminuição do uso de agrotóxicos.

Desde então, outras biotecnologias foram desenvolvidas, como os marcadores moleculares, que permitem a análise da diversidade genética e os ensaios de paternidade; a engenharia genética, também chamada de tecnologia do DNA recombinante, que possibilita a obtenção de transgênicos, denominação ampla dada aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM); o sequenciamento de DNA, que permite o conhecimento do genoma dos organismos e sua aplicação no melhoramento genético; a clonage...

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