Publicado em 02 Jun 2020

As conformidades das velas de ignição para motores a combustão

Redação

Responsável por gerar a centelha que irá inflamar a mistura ar/combustível, a vela de ignição é essencial para o funcionamento do motor. O componente, entretanto, trabalha em condições severas estando suscetível a um desgaste natural, que nem sempre é perceptível ao motorista. Falhas ou dificuldades na partida são indícios claros de desgaste excessivo nas velas. Isso ocorre porque as centelhas (faíscas) geradas entre os eletrodos das velas de ignição provocam desgastes nos mesmos, causando arredondamento dos componentes. A consequência disso é a perda dos cantos vivos dos eletrodos e um aumento da folga entre eles, o que faz com que seja necessária uma elevação da tensão para que ocorra a centelha. Quando isso ocorre, ultrapassando a capacidade da bobina, o veículo passa a ter dificuldades na hora da partida. A folga excessiva entre os eletrodos, causada pelo seu desgaste, também pode levar à perda de potência do veículo. A falha de ignição provoca redução no desempenho do motor, além de aumentar os níveis de emissões de gases poluentes pelo escapamento do veículo. Quando desgastadas, fazem com que uma parte da mistura ar/combustível não seja queimada de maneira adequada, elevando o consumo de gasolina ou etanol. Quando há um aumento no consumo de combustível deve-se procurar um mecânico de confiança para inspecionar as condições das velas de ignição. A manutenção periódica das velas de ignição a cada 10.000 quilômetros, anualmente ou conforme orientação da montadora, é essencial para garantir o bom funcionamento do veículo. A falha no componente, além de prejudicar o motor e várias outras peças, compromete ainda a qualidade do ar, já que velas em más condições aumentam as emissões de gases poluentes. Também deve-se checar a situação de cabos e bobinas, para garantir que todo o sistema está trabalhando adequadamente. Conheça as propriedades principais e as dimensões das velas de ignição, incluindo os terminais e as dimensões dos assentos do cabeçote, para uso em motores de combustão por centelha.

Basicamente, há dois tipos de motores automotivos que usam combustíveis: motores a explosão, com ciclo Otto, e os a compressão, com o ciclo Diesel. Os motores a explosão usam a ignição por centelha proveniente de uma vela para inflamar a mistura ar-combustível dentro da câmara de combustão, enquanto que os motores diesel trabalham comprimindo a mistura ar-combustível até que ela entre espontaneamente em combustão. Logo, os motores diesel não precisam de vela para funcionar. Na verdade, existe um tipo de vela específico para diesel, que é a vela de aquecimento, usada para partida a frio. Ao invés de gerar faíscas, tem uma resistência que gera calor, aquecendo o ar de admissão antes da primeira explosão. A vela de ignição nada mais é do que um dispositivo gerador de centelhas ou faíscas, que fica alojado no topo do cilindro.

As velas são compostas de um eletrodo central (ligado pelo cabo de vela à bobina de ignição) isolado por um corpo cerâmico e por um corpo aterrado conectado ao cabeçote, que avança para dentro da câmara de combustão. O terminal da vela que fica interno na câmara tem uma forma tal que propicia uma folga entre o eletrodo central e o corpo aterrado. Ao receber uma voltagem de cerca de 32.000 volts da bobina, a folga entre os eletrodos faz saltar uma faísca muito forte que queima a mistura combustível e os gases resultantes desta queima impulsionam o pistão para baixo, gerando o movimento do motor.

Além de gerar a faísca, a vela tem a função d...

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