Publicado em 08 Dec 2020

O manuseio seguro do hexafluoreto de enxofre (SF6)

Redação

A utilização do gás hexafluoreto de enxofre (SF6) em equipamentos elétricos conduziu à necessidade de introdução de procedimentos específicos de sua manutenção. O SF6 é um gás incolor, inodoro, não tóxico, quimicamente inerte e estável e não inflamável, sua estrutura molecular é um octaedro regular de simetria perfeita, onde o átomo de enxofre fica localizado no centro e os átomos de flúor em cada um dos seis vértices e é um dos mais pesados gases conhecidos, apresentando uma densidade de 6,139 g/L a 21ºC e 31 bar, ou seja, cinco vezes maior que a densidade do ar. Nas condições normais de operação em equipamentos do setor elétrico, o gás SF6 encontra-se totalmente na forma de gás ou vapor e as instalações contendo SF6 podem ser submetidas a grandes variações de temperatura sem que isto represente grandes variações de pressão. De uma pressão de 1,52 bar a -10°C, chega-se a 1,92 bar a 65°C (0,4 bar para uma variação de 75°C). A solubilidade do SF6 em óleo mineral isolante a 25°C e 1 bar é de 0,408 cm3/ml de óleo, enquanto que sua solubilidade na água, nas mesmas condições, é de 0,0063 cm3/ml de água. A solubilidade da água no SF6 é de 0,0097 (± 0,010 %) por peso a 10°C. Em condições normais, o gás hexafluoreto de enxofre é quimicamente inerte e estável; e sua reatividade está entre as mais baixas de todas as substâncias. O gás pode ser aquecido a 500 °C em recipientes de quartzo sem que ocorra qualquer decomposição. Em temperaturas de até aproximadamente 150 °C, os materiais geralmente utilizados, como metais, cerâmica, vidro, borracha e resinas são completamente estáveis na presença do hexafluoreto de enxofre. Em temperaturas próximas a 200 °C ou superior, alguns metais começam a ter algum efeito sobre a decomposição do SF6. No entanto, em regime normal de trabalho, metais e ligas não têm um efeito significativo na decomposição até que a temperatura atinja 400 a 600°C. As descargas elétricas causam uma decomposição do gás, de forma proporcional a energia gerada. Sob a influência de um arco elétrico, parte do hexafluoreto de enxofre pode ser dissociada. Deve-se conhecer os procedimentos para manuseio seguro de SF6 durante a instalação, comissionamento, operações normais ou anormais, e descarte de equipamentos de manobra e controle de alta-tensão em fim de vida útil.

Da Redação – 

A permanência de trabalhadores em ambientes fechados que contenham equipamentos com SF6, para operação ou manutenção preventiva desses equipamentos, sem que se processe a abertura do equipamento ou expansão do SF6 para o meio ambiente, não exige a utilização de equipamentos de proteção individuais específicos. Porém, é aconselhável que o operador tenha em seu local habitual de permanência e de fácil acesso, uma máscara facial ou uma máscara semifacial e óculos.

No caso de falhas no interior do compartimento com SF6, em ambientes fechados, onde tenha havido ocorrência de vazamento de SF6 e de seus produtos de decomposição (existência de cheiro desagradavelmente acre ou ovo podre), deve-se abandonar imediatamente o recinto e interditar a entrada. Somente entrar no recinto com equipamentos de respiração autônomo e demais equipamentos de proteção individual ou, após se fazer uma boa ventilação (concentração de oxigênio no ar maior que 17%), com máscara facial e demais equipamentos de proteção individual.

O hexafluoreto de enxofre comercializado não é tóxico, porém quando submetido a descargas ou arco elét...

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