Publicado em 13 jan 2026

As causas e os sintomas clínicos da vaginose bacteriana

Redação

É uma infecção vaginal comum causada por um desequilíbrio da flora vaginal, onde bactérias ruins como a Gardnerella crescem e substituem as bactérias boas ou Lactobacillus, resultando em corrimento ralo, esbranquiçado/acinzentado, com forte odor de peixe, que piora após relações sexuais ou menstruação.

Os sintomas clínicos da vaginose bacteriana (VB) incluem o corrimento vaginal, geralmente homogêneo, de cor cinza ou branca, e com odor fétido, especialmente após a relação sexual ou durante a menstruação. Ocorre a alteração do pH vaginal que é frequentemente superior a 4,5.

A presença de clue cells ou células epiteliais vaginais que apresentam uma aparência irregular devido à adesão de bactérias. O teste de Whiff positivo  ocorre quando se adiciona hidróxido de potássio a 10% ao corrimento vaginal, liberando um odor característico.

A VB é a desordem mais comum do trato genital inferior entre mulheres em idade reprodutiva e está associada à perda de lactobacilos e ao crescimento de várias bactérias, como Gardnerella vaginalis e Atopobium vaginae. É importante notar que a VB pode ser assintomática em algumas mulheres.

A vaginose bacteriana é uma das infecções vaginais mais comuns que afetam mulheres em todo o mundo, com implicações significativas para a saúde reprodutiva e geral. A condição resulta de um desequilíbrio na microbiota vaginal, no qual as espécies de Lactobacillus, tipicamente dominantes, são suplantadas por organismos como a Gardnerella vaginalis.

A vaginose bacteriana se manifesta como aumento do corrimento vaginal com odor característico e vai além do desconforto, contribuindo para o aumento do risco de infecções sexualmente transmissíveis e desfechos adversos na gravidez. Apesar de sua prevalência, equívocos e condutas inconsistentes persistem, ressaltando a necessidade de um melhor entendimento por parte dos médicos e de um cuidado coordenado.

Esta atividade educacional oferece aos profissionais de saúde uma revisão abrangente da evolução do conhecimento, diagnóstico e tratamento da vaginose bacteriana. Antes atribuída exclusivamente à Gardnerella vaginalis, a doença é agora reconhecida como uma condição multifatorial que envolve diversas bactérias anaeróbias.

A atividade destaca as práticas atuais baseadas em evidências, incluindo a recomendação de 2025 do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) para considerar o tratamento do parceiro em casos recorrentes ou sintomáticos, bem como terapias emergentes para reduzir a recorrência. Os profissionais de saúde revisarão abordagens diagnósticas, como os critérios de Amsel e Nugent, avaliarão opções de tratamento oral e tópico e explorarão as implicações da doença na gravidez e sua associação com infecções sexualmente transmissíveis.

Por meio da participação, os profissionais de saúde aprimorarão sua capacidade de diagnosticar, tratar e educar pacientes com precisão, integrando evidências atualizadas à prática diária para melhorar os resultados. A atividade conclui enfatizando a importância da colaboração interprofissional na otimização do cuidado centrado no paciente e na redução da recorrência da vaginose bacteriana.

Artigo atualizado em 05/01/2026 10:43.
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