A sustentabilidade e a rastreabilidade da recuperação de material secundário
Redação
A recuperação de materiais secundários na gestão ambiental refere-se ao conjunto de processos que transformam resíduos ou subprodutos de um processo industrial em matérias-primas que podem ser reutilizadas, em vez de serem descartadas em aterros sanitários. Este conceito abrange uma variedade de práticas, como a reciclagem, a reutilização e a valorização energética, sendo fundamental para promover a sustentabilidade e a economia circular. Pode-se dizer que material secundário é aquele que tenha sido previamente transformado ou utilizado, tenha sido capturado por um sistema de valorização e tenha completado todas as fases do processo de valorização, podendo ser utilizado como insumo para produzir novos materiais e produtos. Outra terminologia usada, dependendo do contexto, pode ser material recuperado. Há princípios, requisitos e orientações normativas para as organizações promoverem a sustentabilidade e a rastreabilidade de atividades e processos de recuperação de materiais secundários. Eles especificam os requisitos e fornecem orientações para as organizações que contratam pessoas envolvidas em atividades de subsistência (AS) como parte das atividades e processos da organização para a recuperação de materiais secundários, com o objetivo de garantir condições de trabalho seguras e saudáveis, e a melhoria contínua do bem-estar, dos meios de subsistência e das práticas profissionais dessas pessoas. São aplicáveis às organizações que buscam recuperar materiais secundários de forma sistemática e responsável, usando perspectivas de ciclo de vida e da economia circular, independentemente de seu tamanho, tipo e localização. A preparação e o tratamento de produtos ou componentes para reutilização ou reprocessamento, como, por exemplo, para reutilização, remanufatura e recondicionamento não são abrangidas.

Da Redação –
Uma transição para uma economia mais circular, baseada no uso circular de recursos, pode contribuir para atender às necessidades humanas atuais e futuras, como, bem-estar, moradia, nutrição, saúde, mobilidade, etc. A transição para uma economia circular também pode contribuir para criar e compartilhar mais valor na sociedade e nas partes interessadas, ao mesmo tempo em que gerencia os recursos naturais para reabastecê-los e renová-los de forma sustentável, garantindo a qualidade e a resiliência dos ecossistemas.
As organizações reconhecem muitas razões potenciais para se comprometerem com uma economia circular, como, por exemplo, para oferecer soluções mais ambiciosas e sustentáveis; melhorar as relações com as partes interessadas; formas mais eficazes e eficientes de cumprir compromissos voluntários ou requisitos legais; se envolver na mitigação ou adaptação às mudanças climáticas; gerenciar os riscos de escassez de recursos; aumentar a resiliência dos sistemas ambientais, sociais e econômicos, contribuindo simultaneamente para atender às necessidades humanas.
A gestão de resíduos considerados um recurso recuperável representa uma importante oportunidade econômica, ao mesmo tempo em que contribui para a redução da demanda e extração de recursos virgens. O tratamento e a posterior utilização de materiais secundários evitam a eliminação de um recurso que pode acrescentar valor a outra(s) parte(s) interessada(s) e, ass...