As causas da febre hemorrágica do ebola
Redação
A ocorrência da epidemia de ebola em países africanos envolve a alta letalidade, que pode chegar a 60%, e a constatação de que metade dos profissionais de saúde que adquiriu a doença, até o momento, evolui para o óbito.

A febre hemorrágica do ebola é causada pelo vírus ebola, que é um agente patogênico altamente contagioso e letal. As principais causas e modos de transmissão incluem a transmissão direta, em que o vírus ebola se espalha através do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, saliva, suor, fezes, vômito, leite materno e sêmen. A transmissão ocorre somente após o aparecimento dos sintomas.
O vírus pode ser transmitido indiretamente através do contato com superfícies ou objetos contaminados com fluidos corporais de indivíduos infectados, como roupas, lençóis, agulhas e equipamentos médicos. O ebola também pode ser transmitido a humanos através do contato com animais infectados, como morcegos e primatas.
A manipulação de carne de caça (bushmeat) de animais infectados é uma fonte comum de infecção. O período de incubação do vírus varia de 2 a 21 dias, com a média de 8 a 10 dias. Durante esse tempo, a pessoa infectada não é contagiosa.
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dor muscular, dor de garganta, fraqueza, diarreia, vômito e, em estágios mais avançados, hemorragias internas e externas. Os profissionais de saúde que cuidam de pacientes com ebola estão em alto risco de infecção devido à exposição a fluidos corporais.
O uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) é crucial para prevenir a transmissão. A mortalidade associada ao ebola pode variar de 40% a 90%, dependendo da cepa do vírus e da rapidez do tratamento.
A ANVISA-RDC: NOTA TÉCNICA Nº 3/2014 disponibiliza as orientações referentes às medidas de prevenção e controle que devem ser implementadas pelos serviços de saúde do país na assistência a casos suspeitos de infecção pelo vírus ebola, a fim de evitar a sua transmissão dentro dos serviços de saúde. Essas orientações podem ser revistas e atualizadas de acordo com o nível de alerta e a situação epidemiológica nacional.
O vírus ebola é se transmite de forma direta por meio do contato com fluidos corporais (sangue, etc) e excreções (vômitos, fezes, urina, etc) de indivíduos infectados e cadáveres ou de forma indireta por meio do contato com superfícies e objetos contaminados por estes. Não há evidências de transmissão do vírus ebola por via aérea.
A transmissão do vírus Ebola ocorre após o aparecimento dos sintomas. Não há evidência de transmissão do Ebola no período de incubação.
A transmissibilidade do vírus Ebola aumenta com a duração da doença e o contato direto com uma pessoa doente, durante a fase clínica tardia da doença, conferindo um risco adicional de transmissão. Diante disso, a fim de evitar a transmissão desse vírus durante a assistência a todos os casos suspeitos de infecção nos serviços de saúde orienta-se que sejam instituídas no mínimo medidas de precaução padrão, de contato, gotículas (adicionadas de proteção respiratória).
Todos os profissionais envolvidos na atenção a pacientes suspeitos de infecção pelo vírus ebola devem ser orientados a seguirem as medidas de precaução. Além disso, devem ser intensamente capacitados quanto às técnicas de colocação e retirada dos equipamentos de proteção individual (EPI) e outras medidas que visem evitar a auto contaminação pelo vírus ebola.
É importante destacar que as medidas de precaução incluem evitar tocar superfícies ou materiais com as luvas ou outros EPI contaminados ou com mãos contaminadas. As superfícies envolvem aquelas próximas ao paciente (ex. mobiliário e equipamentos) e aquelas fora do ambiente próximo ao paciente (ex. maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, entre outros),
Não circular dentro do hospital usando os EPI; estes devem ser imediatamente removidos ao sair do quarto de isolamento. Recomenda-se restringir o número de pessoas que entram no quarto de isolamento, definindo-se, inclusive, uma equipe exclusiva para o atendimento daqueles com suspeita de infecção pelo vírus ebola.
O acesso ao quarto de isolamento deve ser controlado, mantendo-se o registro do nome de todas as pessoas que nele tenham ingressado, pelo menos uma vez (não é necessário registrar entradas sucessivas). Diante do fenômeno da globalização, a epidemia de vírus ebola tornou-se uma ameaça real ao país.