Publicado em 14 jul 2026

A automação definida por software faz o hardware ser ainda mais importante

Redação

Durante anos, a digitalização industrial foi frequentemente discutida como se o software estivesse gradualmente substituindo o hardware. Plataformas em nuvem, IA, simulação, analytics, virtualização e gêmeos digitais dominaram a conversa. Isso criou a impressão de que a fábrica do futuro se tornaria menos física. Na realidade, está acontecendo o oposto.

Rainer Brehm – 

Quanto mais a produção se torna definida por software, mais — e não menos — hardware conectado, confiável e de alto desempenho é necessário. A automação definida por software não substitui o hardware — ela se apoia nele e amplia seu valor estratégico.

A IA não consegue otimizar aquilo que não consegue detectar. A produção autônoma não pode existir sem sistemas físicos capazes de executar operações de forma confiável no mundo real.

Isso é especialmente relevante em indústrias onde tempo de ciclo, precisão e disponibilidade definem a competitividade. A IA industrial requer dados em tempo real e de alta qualidade vindos de sensores.

O controle virtualizado exige redes industriais resilientes e comunicação determinística. A produção adaptativa exige acionamentos, poder computacional e sistemas de energia.

Análises da McKinsey & Company e do World Economic Forum (WEF) mostram que os principais fabricantes estão investindo não apenas em software e dados, mas também em sensores, conectividade e infraestrutura de edge computing. Fábricas reconhecidas como parte da “Gl...

Artigo atualizado em 30/06/2026 02:34.
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