Publicado em 29 Sep 2020

As lições aprendidas para a gestão de crise

Redação

Houve a formação dos comitês de crise e medidas iniciais com ações de adaptação à quarentena, como a adoção dos home offices e das inúmeras reuniões e atividades para minimizar os impactos e garantir a manutenção e sobrevivência dos negócios, mas o fato é que poucas empresas no Brasil estavam preparadas ou ao menos aproveitaram o exemplo de outros países para se antecipar.

Victor Tubino – 

Após quatro meses do início das primeiras ações realizadas pelas empresas em resposta à pandemia, é notável que houve sucesso, mas também observamos que algumas medidas não foram tão efetivas. E é esta discussão que deve estar em pauta: quais as lições aprendidas com o que vivemos neste período?

Vimos a formação dos comitês de crise e medidas iniciais com ações de adaptação à quarentena, como a adoção dos home offices e das inúmeras reuniões e atividades para minimizar os impactos e garantir a manutenção e sobrevivência dos negócios, mas o fato é que poucas empresas no Brasil estavam preparadas ou ao menos aproveitaram o exemplo de outros países para se antecipar.

De acordo com a pesquisa global sobre a preparação e resposta das empresas na pandemia, conduzida pelo Business Continuity Institute com 787 companhias respondentes de 93 países, 70% delas iniciaram suas discussões já no início do alarde da pandemia, em meados de fevereiro, e apenas 12% não tinham um plano de continuidade estabelecido. Comparativamente, no Brasil, por meio de uma enquete realizada durante um encontro virtual no início de abril, 43% das 170 empresas respondentes afirmaram que não possuíam um plano de continuidade de negócios (PCN) até aquele momento. Um dado alarmante para uma crise generalizada como esta que sofremos.

Ao avaliar este cenário, observa-se que as empresas no Brasil que melhor se prepararam foram aquelas que são filiai...

Target

Facilitando o acesso à informação tecnológica