A nova governança inclui a geopolítica, o talento e o fim do conselho passivo
Redação
Está havendo uma mudança importante: a volatilidade deixou de ser exceção e passou a ser regra. A partir disso, os temas como geopolítica, escassez de lideranças globais e o papel do fator humano, mesmo com o avanço da IA, estão redesenhando a atuação de CEO e conselhos. Um modelo tradicional de liderança já não dá conta do cenário atual e o que as empresas precisam observar na formação de seus times e estruturas de decisão.

Chad Hesters –
Durante décadas, a liderança corporativa operou com um manual relativamente estável. Globalização crescente, cadeias de suprimentos previsíveis e mercados em expansão permitiam que CEOs se concentrassem principalmente em eficiência operacional e crescimento de margens.
Mas o mundo tem passado por um avanço muito rápido de tecnologias e uma mudança comportamental forte, com novas prioridades e necessidades. Ou seja, o antigo manual simplesmente deixou de funcionar.
Hoje, a volatilidade deixa de ser algo pontual e extraordinário para se tornar o ambiente padrão em que empresas e conselhos precisam operar. Algumas forças principais impactam essa dinâmica, incluindo fragmentação geopolítica, escassez estrutural de líderes seniores com a redefinição também do papel do conselho de administração e o componente humano em um cenário dominado por tecnologia.
Se antes a geopolítica era tratada como tema de diplomatas e analistas de risco, agora precisa passar pela compreensão daqueles que lideram, aconselham ou definem os melhores caminhos a serem tomados dentro da corporação. Entender contextos e cenári...