Os fatores de risco para a doenças diarreicas agudas
Redação
Qualquer pessoa, de qualquer faixa etária e gênero, pode manifestar sinais e sintomas das doenças diarreicas agudas após a contaminação. Alguns comportamentos podem colocar as pessoas em risco e facilitar a infecção como a ingestão de água sem tratamento adequado; consumo de alimentos sem conhecimento da procedência, do preparo e do armazenamento; consumo de leite in natura (sem ferver ou pasteurizar) e de seus derivados; e consumo de produtos cárneos e pescados entre eles mariscos crus ou malcozidos.

A diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência das evacuações e diminuição da consistência das fezes, devido ao aumento do teor líquido. A aguda tem duração = 14 dias, a persistente, > 14 dias, e a crônica, > 30 dias.
A desidratação é a principal complicação, com sinais como boca seca, olhos fundos, moleza, sonolência, oligúria, pele opaca e sede exagerada. O diagnóstico inclui uma anamnese detalhada: início, duração, número e características das evacuações, fatores epidemiológicos (viagens, contato com doentes, consumo de alimentos contaminados, exame físico e exames laboratoriais conforme necessidade.
A terapia de reidratação oral (TRO) é o tratamento de escolha, eficaz e seguro para crianças e adultos. Soluções de reidratação contêm sódio, potássio, cloreto, citrato e glicose para otimizar a absorção intestinal.
Alimentação deve ser mantida, com recomendação de alimentos leves e de fácil digestão. Uso de probióticos (ex: Saccharomyces cerevisiae) pode auxiliar na recuperação da microbiota intestinal.
Em casos específicos, tratamento antimicrobiano pode ser indicado (ex: nitazoxanida para giardíase). Medicamentos antidiarreicos como loperamida devem ser usados com cautela e não são indicados em casos de diarreia com sangue, febre alta ou suspeita de infecção invasiva.
A prevenção deve incorporar a higiene adequada, consumo de água potável e alimentos seguros. Orientação para evitar contato com ambientes coletivos em caso de diarreia.
Qualquer pessoa, de qualquer faixa etária e gênero, pode manifestar sinais e sintomas das doenças diarreicas agudas após a contaminação. No entanto, alguns comportamentos podem colocar as pessoas em risco e facilitar a infecção como a ingestão de água sem tratamento adequado; consumo de alimentos sem conhecimento da procedência, do preparo e do armazenamento; consumo de leite in natura (sem ferver ou pasteurizar) e de seus derivados; consumo de produtos cárneos e pescados entre eles mariscos crus ou malcozidos; consumo de frutas e hortaliças sem higienização adequada; viagem a locais em que as condições de saneamento e de higiene sejam precárias; e higiene pessoal e coletiva ineficaz;
Deve-se ter cuidado com a ocorrência de no mínimo três episódios de diarreia aguda no período de 24 h (diminuição da consistência das fezes – fezes líquidas ou amolecidas – e aumento do número de evacuações) podendo ser acompanhados de: cólicas abdominais; febre; sangue ou muco nas fezes; náusea; e vômitos. A principal complicação é a desidratação, que se não for corrigida rápida e adequadamente, em grande parte dos casos, especialmente em crianças e idosos, pode causar complicações mais graves.
O paciente com diarreia deve estar atento e voltar imediatamente ao serviço de saúde se não melhorar ou se apresentar qualquer um dos sinais e sintomas: piora da diarreia; vômitos repetidos; muita sede; recusa de alimentos; sangue nas fezes; e diminuição da urina. O diagnóstico das causas etiológicas, ou seja, dos microrganismos causadores deve ser feito a apenas por exame laboratorial por meio de exames parasitológicos de fezes, cultura de bactérias (coprocultura) e pesquisa de vírus.
O diagnóstico laboratorial é importante para determinar o perfil de agentes etiológicos circulantes em determinado local e, na vigência de surtos, para orientar as medidas de controle. Em casos de surto, solicitar orientação da equipe de vigilância epidemiológica do município para coleta de amostras.