Os sinais e os sintomas da mpox
Redação
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxviru, sendo considerada uma doença zoonótica. A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com as lesões ou erupções na pele de pessoa infectada, secreções corporais (pus, sangue das lesões, saliva), e objetos contaminados (roupas, toalhas, lençóis, utensílios).

A mpox é uma infecção viral causada pelo Orthopoxvirus, semelhante ao vírus da varíola. Existem dois tipos principais do vírus mpox: clade I, endêmico na África Central, que é mais severo e pode causar até 10% de mortalidade, e clade II, endêmico na África Ocidental, responsável pelo surto global de 2022, com menor gravidade e alta taxa de recuperação.
Originalmente encontrado em macacos, o primeiro caso humano foi registrado em 1970 na República Democrática do Congo (DRC). A transmissão ocorre por contato próximo com animais infectados, humanos ou materiais contaminados.
Os modos de transmissão incluem contato direto com fluidos corporais, lesões, objetos contaminados, gotículas respiratórias e contato íntimo (oral, anal, vaginal, toque genital, beijo, abraço). Gestantes podem transmitir o vírus ao feto via placenta. O início geralmente em 1 a 3 semanas após exposição. Sintomas iniciais: febre, fadiga, dores musculares, dor nas costas, dor de cabeça, linfadenopatia, dor de garganta, coriza e tosse.
Erupção cutânea dolorosa que pode afetar todo o corpo, iniciando como máculas, evoluindo para pápulas, vesículas, pústulas e finalmente crostas que caem com cicatrização. A doença dura de 2 a 4 semanas.
Baseado na avaliação clínica da erupção e história epidemiológica. Confirmação por PCR de amostras das lesões cutâneas.
Não há tratamento específico aprovado para mpox. Cuidados de suporte são recomendados, incluindo controle da dor e prevenção de infecções secundárias.
Antivirais usados para varíola podem ser considerados em casos graves ou em pacientes de risco (imunossuprimidos, gestantes, crianças pequenas). Cuidados domiciliares incluem isolamento até a cura completa das lesões, higiene rigorosa, uso de máscaras e evitar contato com outras pessoas e animais.
Vacinação recomendada para grupos de risco, incluindo contatos próximos, profissionais de saúde e pessoas com múltiplos parceiros sexuais em áreas de surto. Medidas de controle ambiental e higiene para evitar a disseminação.
As lesões podem ser planas ou elevadas, com líquido claro ou amarelado, evoluindo para crostas que secam e caem. Podem surgir no rosto, mãos, pés, boca, genitais, ânus e outras partes do corpo.
Deve-se procurar uma unidade de saúde se você: apresentar lesões na pele associadas a febre ou ínguas, teve contato próximo com caso suspeito ou confirmado ou pertence a um grupo com maior risco de complicações: pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos. Se possível, evite contato próximo com outras pessoas até a avaliação.