A transmissão da coqueluche
Redação
A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada por bactéria (Bordetella pertussis, está presente em todo o mundo e sua principal característica são crises de tosse seca. Pode atingir, também, a traqueia e os brônquios.

A coqueluche é uma doença de importância para a saúde pública, especialmente em lactentes menores de 1 ano, grupo associado à maior morbimortalidade. O quadro clínico descrito inclui paroxismos prolongados de tosse, geralmente acompanhados de estridor e vômitos.
A coqueluche está entre as situações que requerem precauções contra gotículas, incluindo um quarto privativo ou compartilhado com pacientes portadores do mesmo patógeno; uso de máscara cirúrgica de camada tripla ao entrar no quarto; descarte da máscara em recipiente para resíduos infectantes; e troca da máscara quando estiver úmida ou suja.
Imunização e controle de contatos
Em casos de coqueluche ou em indivíduos que tiveram contato com casos confirmados, quando elegíveis para vacinação, recomenda-se administrar a vacina com intervalo mínimo de 15 dias após a conclusão da antibioticoterapia ou da quimioprofilaxia pós-exposição. Se o contato apresentar sinais e sintomas clássicos, tornando-se caso suspeito, a vacinação deve ser postergada até o resultado laboratorial ou a conclusão da investigação clínica.
A vacina dTpa é indicada para prevenção de difteria, tétano, coqueluche e complicações. O Ministério da Saúde orienta sobre o manejo da doença.
A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada por bactéria (Bordetella pertussis). Está presente em todo o mundo. Sua principal característica são crises de tosse seca. Pode atingir, também, traqueia e brônquios.
A transmissão da coqueluche ocorre, principalmente, pelo contato com a pessoa doente, por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar. Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes.
Isso é pouco frequente, porque é difícil o agente causador da doença sobreviver fora do corpo humano, mas não é impossível. O período de incubação da bactéria, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer desde o momento da infecção, é de, em média, 5 a 10 dias podendo variar de 4 a 21 dias e, raramente, até 42 dias.
A coqueluche evolui de uma fase inicial (catarral) que começa como um resfriado comum, com sintomas leves como febre baixa, mal-estar geral, coriza e tosse seca. Gradualmente, o quadro vai evoluindo para crises de tosse mais intensa.
A fase de tosse intensa (paroxística) é geralmente é afebril ou com febre baixa, mas em alguns casos, ocorrem vários picos de febre no decorrer do dia. A tosse se torna muito forte e incontrolável, com crises súbitas e rápidas que podem causar vômitos.
Durante essas crises a pessoa pode ter dificuldade para inspirar, apresenta rosto vermelho (congestão facial) ou azulado (cianose) e, às vezes, fazer um som agudo ao inspirar (guincho). Essa fase pode durar de duas a seis semanas.
Na fase de recuperação (convalescença), a tosse começa a diminuir em frequência e intensidade, mas pode persistir por duas a seis semanas ou por até três meses. Infecções respiratórias de outra natureza, durante essa fase, podem fazer a tosse intensa (paroxismos) voltar temporariamente.
O diagnóstico da coqueluche em estágios iniciais é difícil, uma vez que os sintomas podem parecer como resfriado ou até mesmo outras doenças respiratórias. A tosse seca é um forte indicativo da coqueluche, mas para confirmar o diagnóstico o médico pode pedir os seguintes exames: coleta de material de nasofaringe para cultura; PCR em tempo real.
Como exames complementares, podem ser realizados hemograma e raio-x de tórax. Diagnóstico diferencial deve ser feito com as infecções respiratórias agudas, como traqueobronquites, bronquiolites, adenoviroses, laringites, entre outras.