Publicado em 28 Apr 2020

A crise pede cautela, racionalidade e, sobretudo, civilidade

Redação

A crise atual tem origem fora do contexto monetário e financeiro da economia e suas consequências vêm sendo -- e continuarão a ser -- sentidas por toda a população, independentemente de ter acesso ou não ao mercado financeiro, de ser investidor ou devedor, empregador ou empregado, sem distinção da classe social.

André Fernandes Lima - 

A crise pela qual estamos passando atualmente, com a propagação do coronavírus, tem ocasionado uma grande apreensão, talvez sem precedentes na história econômica mundial moderna, por parte não apenas daqueles que atuam no mercado financeiro, mas por toda a população. Isto porque a crise tem origem fora do contexto monetário e financeiro da economia e suas consequências vêm sendo -- e continuarão a ser -- sentidas por toda a população, independentemente de ter acesso ou não ao mercado financeiro, de ser investidor ou devedor, empregador ou empregado, sem distinção da classe social.

Diante disto, gostaria de abordar duas perspectivas: a do lado real e a do lado monetário e financeiro da economia e, ao final, propor uma reflexão rápida. Sob a perspectiva do lado real da economia, os efeitos da pandemia têm sido verificados por todo o mundo, com diminuição no nível de atividade econômica, com menor demanda por bens e serviços, consequência da necessidade de isolamento domiciliar.

São constantes as notícias sobre cancelamento de eventos, fechamento de escolas, de espaços públicos e de comércio, cancelamento de viagens, entre outras. Consequências disto podem ser vistas já nas projeções econômicas. No caso brasileiro, a expectativa de crescimento do PIB (a soma dos bens e serviços produzidos no país ao longo do ano) em 2020 caiu, nas últimas quatro semanas, de acordo com o Relatório Focus publicado pelo Banco Cen...

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