A nova infraestrutura da inteligência artificial nas empresas
Redação
O avanço real da IA nas empresas depende menos de novos modelos e mais de uma infraestrutura robusta, integrada e estratégica. As redes fragmentadas, dados em silos, falta de governança e segurança inadequada são os principais entraves à escalabilidade da IA. A análise aponta a adoção de arquiteturas híbridas, zero trust, conectividade inteligente e práticas de sustentabilidade como fatores decisivos para a maturidade técnica da IA corporativa no pós-hype.

Edgard Nienkotter –
Nos últimos dois anos, o mercado corporativo foi inundado por promessas de que a inteligência artificial (IA) transformaria tudo, da produtividade à experiência do cliente. De fato, o potencial é real, mas o que poucas empresas admitem é que boa parte dessas iniciativas trava antes mesmo de escalar, não por falta de modelos de IA, mas por ausência de infraestrutura preparada para sustentá-los.
A infraestrutura é o alicerce invisível da inteligência artificial, já que modelos generativos e algoritmos preditivos exigem volumes massivos de dados, processamento em alta densidade, latência mínima e conectividade constante. Essa combinação não é trivial. A maioria dos ambientes corporativos ainda opera com redes fragmentadas, políticas de acesso obsoletas e camadas de segurança que não dialogam entre si.
É o cenário perfeito para gargalos e riscos. Os executivos que tratam a IA como uma ferramenta plug-and-play ignoram o custo real de torná-la escalável e confiável.
Processar grandes modelos em nuvem pública sem uma estratégia híbrida, por exemplo, pode gerar consumo descontrolado e impacto financeir...