As manifestações clínicas do bico de papagaio
Redação
O bico de papagaio é o nome popular de um problema conhecido como osteofitose e são lesões que se apresentam na coluna vertebral, gerando os chamados osteófitos que, por sua vez, são como um prolongamento dos ossos, que aparecem por conta da progressão do problema. Isso ocorre graças à deposição de cálcio, mineral que compõe os ossos, na região.

As manifestações clínicas da osteofitose, que é a formação de osteófitos (ou esporões ósseos), podem incluir vários sintomas. A dor é uma das manifestações mais comuns, frequentemente associada à compressão de estruturas adjacentes, como nervos e vasos sanguíneos. A dor pode ser descrita como profunda e pode piorar à noite.
A osteofitose pode levar a deformidades ósseas visíveis, especialmente em articulações afetadas, como joelhos e quadris. A presença de osteófitos pode restringir a amplitude de movimento das articulações, resultando em rigidez e dificuldade para realizar atividades diárias.
Se os osteófitos comprimirem nervos, podem ocorrer sintomas neurológicos, como formigamento, fraqueza ou dor irradiada para outras áreas do corpo. Em casos mais avançados, a fragilidade óssea pode levar a fraturas patológicas, especialmente em locais onde os osteófitos estão presentes.
Pode haver calor e rubor sobre os ossos acometidos, especialmente em casos de inflamação associada. Essas manifestações podem variar em intensidade e frequência, dependendo da localização e gravidade da osteofitose.
São lesões progressivas, ou seja, que não surgem do dia para a noite. Elas são o resultado de anos de deposição de cálcio nos ossos, até que a pontinha se forme e fique visível nos exames de raio-x.
Por isso, é muito comum que os pacientes não sintam absolutamente nada por muitos anos, sendo um problema inicialmente assintomático. No entanto, quando os sinais aparecem, é porque a lesão já está um pouco mais avançada.
Por conta da ausência de sintomas no comecinho do problema, é muito comum que os bicos de papagaio sejam diagnosticados sem querer. Ou seja: a pessoa vai ao médico por uma razão qualquer e, quando um exame de imagem é solicitado, é possível ver a pontinha surgindo em um ou mais ossos.
O diagnóstico, portanto, é feito com um exame bem simples: o raio-x. As imagens são bem claras e é possível ver perfeitamente a formação do osteófito ao bater o olho no resultado.
Alguns casos mais complexos, no entanto, podem exigir a realização de exames complementares. Por exemplo, quando o paciente perde a sensibilidade dos membros inferiores, o médico pode solicitar testes, como a ressonância magnética, que permitem a avaliação dos nervos da região afetada.