As características médicas da gota ou artrite gotosa
Redação
A gota, também conhecida como artrite gotosa, é uma inflamação nas articulações causada pelo excesso de ácido úrico no sangue. A condição de hiperuricemia – como é chamada pelos médicos - é necessária, mas não suficiente para a crise de gota. Muitas pessoas com acúmulo desta substância nunca apresentarão os sintomas.

A gota, também chamada de artrite gotosa, é uma doença caracterizada pela elevação do ácido úrico no sangue e surtos de artrite aguda secundários ao depósito de cristais de monourato de sódio nas articulações. A concentração normal de ácido úrico no sangue é até 7,0 mg/100 ml, e embora uma parte da população possa apresentar ácido úrico elevado, apenas cerca de 20% desenvolvem gota. A doença é mais comum em homens adultos, podendo ocorrer em mulheres após a menopausa.
O diagnóstico da gota baseia-se nos sintomas característicos e exame da articulação, com auxílio do nível de ácido úrico no sangue, que pode estar normal durante uma crise aguda. As crises de gota ocorrem de forma súbita, frequentemente à noite, e podem ser desencadeadas por fatores como trauma, cirurgia, consumo excessivo de álcool ou alimentos ricos em proteínas, fadiga, estresse emocional ou doenças associadas.
A dor é intensa, podendo haver febre baixa e calafrios. A crise inicial dura de 3 a 10 dias e desaparece completamente, mas pode haver recidivas com aumento da frequência e intensidade das crises.
Dor intensa e súbita em uma ou mais articulações, geralmente dos membros inferiores. Edema, calor e eritema na articulação afetada.
Em casos crônicos, podem ocorrer tofos gotosos, que são depósitos de cristais de monourato de sódio, formando nódulos firmes, geralmente nas extremidades ósseas como cotovelos, pés e mãos, podendo ulcerar e liberar material cremoso esbranquiçado.
Colchicina: indicada para alívio da dor nos ataques agudos e para uso profilático entre os ataques, podendo evitar a progressão da crise se usada logo após os primeiros sintomas.
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINE): como o piroxicam, que demonstrou ser eficaz e seguro no tratamento da artrite gotosa aguda, proporcionando alívio da dor perceptível em até 4 horas após a primeira dose.
Corticosteroides: podem ser usados em injeções intra ou periarticulares para controle da inflamação em crises agudas. Hipouricemiantes como o alopurinol, que é o protótipo dos inibidores da xantina oxidase, indicado para o tratamento da hiperuricemia e da artrite gotosa crônica, com boa tolerabilidade e segurança, inclusive em pacientes idosos e com insuficiência renal, desde que ajustadas as doses.
A gota pode estar associada a outras condições como hipertensão, diabetes e dislipidemia. O manejo inclui controle dos níveis de ácido úrico para prevenir crises e complicações como cálculos renais e doença renal.
O diagnóstico diferencial deve considerar outras causas de artrite, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e artrite psoriásica. Deve-se evitar o consumo de frutos do mar, sardinha, miúdos (rim e fígado), excesso de carne vermelha e pele de aves quando os níveis de ácido úrico estiverem altos porque você pode desencadear uma crise.
Sob tratamento, esses alimentos podem ser ingeridos sem exagero. O consumo de bebidas alcoólicas também pode ser feito sem exageros quando os níveis de ácido úrico estiverem controlados
Evitar uma dieta hipercalórica, pois leva à obesidade que é um fator de risco para os portadores de gota além do excesso de peso sobrecarregar as articulações inflamadas. Procure o tratamento e acompanhamento médico adequado caso haja doenças associadas como hipertensão arterial, diabetes, etc.