Os riscos médicos das zoonoses
Redação
As zoonoses são doenças que podem ser transmitidas entre animais e pessoas. A transmissão pode acontecer pelo contato com animais infectados, como por mordidas, arranhões, saliva, urina ou outros fluidos do corpo.

As zoonoses são doenças ou infecções transmissíveis de animais para humanos e vice-versa. A principal fonte primária de infecção é um vertebrado.
O homem pode participar do ciclo infeccioso como hospedeiro eventual. Podem ser citados como exemplos: raiva, febre amarela silvestre, peste bubônica e brucelose.
Em situações com zoonoses, é essencial adotar medidas rigorosas de biossegurança e biosseguridade. Em unidades e serviços relacionados à saúde animal, a prevenção de zoonoses envolve: a separação de animais doentes ou recém-introduzidos; o controle da movimentação animal; o monitoramento do estado de saúde; a quarentena e as avaliações apropriadas; e o manejo seguro de resíduos, com atenção à saúde única.
Há agentes biológicos com capacidade de transmissão e de causar doenças em humanos ou animais, com diferentes níveis de risco: classe de risco 1: não causam doenças em humanos ou animais adultos sadios; classe de risco 2: causam infecções com propagação limitada; e classe de risco 3: causam doenças potencialmente letais e podem se propagar de pessoa a pessoa.
Em exames laboratoriais de zoonoses em humanos, foi registrado que o diagnóstico de enfermidades em seres humanos é competência do profissional médico devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina. Segundo a NBR 17208 DE 02/2025 - Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde animal e de interesse em saúde animal, em zona urbana ou rural, a estreita ligação de convivência entre o homem e os animais, desde a sua origem até hoje, permitiu subsistência, promoveu o conhecimento, impulsionou a indústria, desenvolveu a agricultura e a pecuária, a comunicação, o transporte, a ciência e a tecnologia.
Portanto, é inquestionável o progresso do homem ao decorrer dos vários estágios da sua evolução e que, para o seu bem-estar e sobrevivência, o homem utilizou os recursos existentes à sua volta em diferentes graus de adaptação e desenvolvimento. Assim, a proteção e o cuidado com o meio ambiente também estão relacionados com os potenciais riscos para a saúde humana e animal resultantes da produção, da transformação, da comercialização e do consumo de produtos de origem animal, da criação de animais, da presença de pragas e animais sinantrópicos, do efeito dos inseticidas, pesticidas, fertilizantes, antiparasitários, sobre o teor de resíduos destes em alimentos diversos, substâncias químicas como antimicrobianos utilizados no manejo e na saúde animal, o destino e a disposição dos resíduos gerados na atenção à saúde animal, na produção primária e na indústria.
É necessário que a legislação relativa ao manejo e ao descarte de resíduos em vigor no Brasil seja cumprida, principalmente no que se refere aos resíduos de saúde, por estabelecimentos de saúde humana, saúde animal, congêneres e afins. Devido à diversidade de espécies animais e atividades distintas objetivou-se organizar nesta norma a atual política nacional de resíduos sólidos (PNRS) e os documentos publicados pelos órgãos competentes sobre resíduos gerados na produção e na atenção à saúde animal, incluindo as informações para o cumprimento das práticas adequadas de gestão, manejo, destinação e disposição ambientalmente adequada destes resíduos.
Os animais vivos podem estar aparentemente saudáveis, sem manifestação de sinais clínicos, porém incubando agentes etiológicos de zoonoses e de outras doenças infectocontagiosas e parasitárias, por serem reservatórios naturais destes agentes, sendo, portanto, portadores sãos, o que não impede a transmissão e a disseminação destas doenças aos seres humanos e a outros animais, podendo ser de relevância para a saúde pública, considerando a situação epidemiológica local e a saúde da população humana e animal.
Principalmente, os animais que foram à óbito podem eliminar para o meio ambiente organismos patogênicos, por meio de suas secreções ou excreções, motivo pelo qual sua manipulação e a destinação final de seus resíduos são efetuadas de forma a assegurar a biossegurança do procedimento, assim como atender às normas sanitárias vigentes de destinação e disposição final adequadas. A norma contempla, de maneira genérica, os resíduos gerados em serviços de saúde animal e resíduos gerados na criação de animais de produção.
Estes resíduos, quando não possuem uma gestão adequada ou quando são misturados aos resíduos de saúde animal, podem comprometer a saúde única. É importante ressaltar que, devido à complexidade do tema e à diversidade de espécies animais e atividades distintas, as peculiaridades de cada espécie não foram tratadas neste momento.
Quando aplicável, orienta-se para o atendimento a esta norma objetivando a saúde única e o desenvolvimento sustentável. No meio ambiente, animais vivos podem liberar microrganismos virais, bacterianos, parasitários ou fúngicos, resíduos de medicamentos veterinários e insumos utilizados na produção animal.
Os organismos patogênicos, de uma maneira geral, encontram um meio hostil para a sua sobrevivência, quando no ambiente externo ao seu hospedeiro. Esta situação é mais acentuada para alguns vírus,
pois eles necessitam de células vivas para se manter e replicar.