As terras raras são o ouro invisível da era digital e os riscos que ninguém vê
Redação
A crescente demanda pelas terras raras está no centro das preocupações geopolíticas. Atualmente, a China responde por mais de 80% da produção e do refino global desses elementos, o que levou países como Estados Unidos, Japão e União Europeia a buscar fontes alternativas de fornecimento e reduzir a dependência de um único fornecedor. O Brasil surge como uma alternativa relevante, com reservas abundantes ainda pouco exploradas e um potencial geológico que atrai o interesse de especialistas, investidores e formuladores de políticas públicas.

Luciano Perry –
As terras raras têm ganhado relevância estratégica no cenário global por seu papel essencial em tecnologias emergentes e na transição energética. Apesar do nome, esses elementos não são exatamente escassos, mas ocorrem em baixas concentrações em locais economicamente viáveis.
Esses elementos, conhecidos como terras raras, incluem 15 da família dos lantanídeos — metais com propriedades magnéticas e ópticas —, além do ítrio, amplamente empregado em cerâmicas industriais, e do escândio, utilizado em ligas metálicas leves na indústria aeroespacial. São aplicados em equipamentos eletrônicos, motores, sistemas de energia, sensores industriais, turbinas eólicas, baterias e dispositivos médicos de alta precisão.
A crescente demanda por essas aplicações colocou as terras raras no centro das preocupações geopolíticas. Atualmente, a China responde por mais de 80% da produção e do refino global desses elementos, o que levou países como Estados Unidos, Japão e União Europeia a buscar fontes alternativas de fornecimento e reduzir a dependência de um único fornecedor.
O Brasil surge como uma alternativa rel...