Publicado em 03 Mar 2020

Transporte de água quente e fria nas residências

Redação

Para o transporte da água nas residências é importante que a tubulação seja estanque, sem vazamentos e mantenha a qualidade da água.

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Jorge Luiz da Paixão Filho

O mundo moderno apresenta diversas comodidades para a população. O abastecimento de água nas residências humanas, por exemplo, raramente recebe o seu devido valor. Mas, além da oferta de água potável, o consumidor também já pode receber água quente e fria (definida como aquela com temperatura ambiente).



Para o transporte da água nas residências é importante que a tubulação seja estanque, sem vazamentos e mantenha a qualidade da água. No entanto, para o transporte de água quente, o material da tubulação precisa ser apropriado para manter a temperatura e resistir ao calor.

Portanto, o material dessa tubulação deve ser diferente da água fria, ou seja, os materiais empregados no transporte de água devem ser divididos em dois tubos: plásticos e metálicos. Os materiais plásticos são extensivamente utilizados no mundo devido ao grande número de vantagens, como baixo peso e custo, produção em larga escala, resistência a corrosão, dentre outras características.

Como desvantagem esse material geralmente apresenta baixa resistência a temperatura e baixa condutividade térmica. Deste modo, o transporte de água fria é mais adequado com material plástico, sendo o mais utilizado o PVC (policloreto de vinila).

Já o tubo de cobre é mais adequado para o transporte de água quente, contudo, está entrando em desuso, uma vez que o custo do material é elevado, necessita de mão de obra qualificada e, consequentemente, o preço da instalação é maior. Para substituir o tubo de cobre no transporte de água quente, novos materiais plásticos foram desenvolvidos, como o PPR (polipropileno copolímero random), CPVC (policloreto de vinila clorado) e o PEX (polietileno reticulado).

Com uma vasta gama de materiais e preços, o mercado do cobre está ficando cada vez mais restrito a alguns nichos da engenharia civil. Como uma ressalva final sobre os novos materiais plásticos no transporte de água quente é importante verificar a temperatura máxima da água para a determinação do tubo.



Ultimamente, em visitas técnicas em grandes construtoras no Brasil, tem-se verificado que o PEX tem sido o preferido para transportar água quente e água fria em residências multifamiliares (prédios). Esse material apresenta fácil instalação, menor perda de carga e necessita um menor número de conexões como curvas e cotovelos.

Enfim, atualmente, diversos materiais estão disponíveis no mercado para o transporte de água fria e quente simultaneamente. Para a minimizar inconvenientes durante a execução da obra, deve-se seguir as orientações do engenheiro civil responsável, conforme o projeto desenvolvido.

Jorge Luiz da Paixão Filho é formando em tecnologia em saneamento ambiental; mestre e de doutor pela Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo; engenheiro civil e ambiental; professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas em saneamento e meio ambiente - imprensa_mackenzie@viveiros.com.br

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