Publicado em 05 mai 2026

As características clínicas da síndrome de borderline

Redação

Também chamada de transtorno de personalidade limítrofe, a síndrome de borderline é caracterizada pelas mudanças súbitas de humor, medo de ser abandonado pelos amigos e comportamentos impulsivos, como gastar dinheiro descontroladamente ou comer compulsivamente, por exemplo.

Os pacientes com transtorno de personalidade borderline não toleram estar sozinhos; fazem esforços frenéticos para evitar o abandono e geram crises, como tentativas suicidas, de tal forma que levam os outros a resgatá-los e cuidar deles. A prevalência descrita dos transtornos de personalidade borderline nos Estados Unidos varia.

Estima-se que a mediana da prevalência seja de 2,7%, mas pode chegar a 5,9% (1). Nos pacientes tratados durante uma internação psiquiátrica por transtornos mentais, a prevalência é cerca de 20%.

Cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com esse transtorno são mulheres, mas na população norte-americana em geral, a proporção entre homens e mulheres é de 1:1. Dessa forma, a síndrome de borderline, ou transtorno de personalidade borderline (TPB), é caracterizada por um padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos, além de impulsividade marcante, que começa no início da idade adulta e está presente em diversos contextos.

Os principais critérios diagnósticos incluem: os esforços frenéticos para evitar abandono real ou imaginado, padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, alternando entre idealização e desvalorização, perturbação da identidade, com autoimagem ou senso de si marcadamente instáveis, e impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (ex.: gastos, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, compulsão alimentar).

Há um comportamento suicida recorrente, gestos ou ameaças, ou automutilação, além de instabilidade afetiva devido a uma reatividade acentuada do humor. Ocorrem sentimentos crônicos de vazio, raiva intensa e inadequada ou dificuldade em controlar a raiva.

Há a ideação paranoide transitória relacionada ao estresse ou sintomas dissociativos graves. Além disso, indivíduos com TPB frequentemente apresentam medo intenso de abandono, sentimentos de vazio, mudanças rápidas na percepção de si e dos outros, e podem desenvolver sintomas psicóticos transitórios em situações de estresse.

A impulsividade pode levar a comportamentos autodestrutivos, como automutilação e tentativas de suicídio, que são características definidoras do transtorno. O TPB pode coexistir com outros transtornos psiquiátricos, como depressão, transtornos bipolares, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, transtornos por uso de substâncias e outros transtornos de personalidade.

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação psicológica e na história do paciente, considerando a duração e a gravidade dos sintomas. O tratamento geralmente envolve psicoterapia individual, sendo a terapia dialética comportamental uma das abordagens mais eficazes.

Medicamentos podem ser usados para tratar sintomas específicos, como instabilidade do humor e depressão, mas têm papel secundário. O prognóstico pode variar, com muitos pacientes apresentando melhora gradual com tratamento adequado, embora o risco de suicídio seja elevado e deva ser monitorado cuidadosamente.

Artigo atualizado em 22/04/2026 10:02.
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